16/05/2007
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13h39
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje não ver "sentido" na instalação da CPI das ONGs na Casa. Segundo Renan, os líderes partidários haviam concluído que a CPI não é prioritária para o Senado neste momento.
Apesar das críticas, Renan vai reunir os líderes partidários esta tarde para discutir as indicações dos integrantes da CPI.
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), autor do requerimento de criação da comissão, quer um prazo para que os líderes indiquem os integrantes da CPI das ONGs. Heráclito acusou a base aliada do governo de retardar a CPI --já que os senadores vão formalizar amanhã a instalação de outra CPI no Senado para investigar a crise aérea.
Heráclito propôs que a CPI do Apagão Aéreo não seja instalada até a CPI das ONGs ser criada. O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), admitiu que o partido errou ao não negociar um prazo para a indicação dos integrantes da CPI das ONGs --como feito com a CPI do Apagão. Heráclito se mostrou disposto a aceitar o acordo somente se a instalação da CPI do Apagão for suspensa.
Mesmo contrário à CPI das ONGs, Renan disse que a decisão sobre a sua instalação será tomada pelos líderes partidários. "Essa decisão não é minha", resumiu.
O senador democrata justificou sua irritação com o argumento de que desde o final do ano passado vem lutando pela instalação da CPI das ONGs no Senado. Se for instalada, a CPI das ONGs terá como foco os repasses de dinheiro público feitos para organizações não-governamentais. A oposição suspeita de repasses irregulares do governo para favorecer ONGs ligadas ao PT de 2003 a 2006.
CPI Apagão
A instalação da CPI do Apagão está marcada para amanhã, com a escolha do presidente e do relator da comissão. Governo e oposição não conseguiram chegar a um acordo sobre o comando da comissão.
Os líderes governistas se mostraram dispostos a dividir a direção dos trabalhos com a oposição, mas o PT está reticente de entregar o cargo de presidente ou de relator para o DEM (ex-PFL).
Segundo Renan, o impasse terá que ser solucionado pelos próprios partidos. "Os partidos vão ter que se entender. Os líderes indicam de acordo com os partidos ou blocos", disse.
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Renan diz que instalação da CPI das ONGs não faz mais sentido
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje não ver "sentido" na instalação da CPI das ONGs na Casa. Segundo Renan, os líderes partidários haviam concluído que a CPI não é prioritária para o Senado neste momento.
Apesar das críticas, Renan vai reunir os líderes partidários esta tarde para discutir as indicações dos integrantes da CPI.
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), autor do requerimento de criação da comissão, quer um prazo para que os líderes indiquem os integrantes da CPI das ONGs. Heráclito acusou a base aliada do governo de retardar a CPI --já que os senadores vão formalizar amanhã a instalação de outra CPI no Senado para investigar a crise aérea.
Heráclito propôs que a CPI do Apagão Aéreo não seja instalada até a CPI das ONGs ser criada. O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), admitiu que o partido errou ao não negociar um prazo para a indicação dos integrantes da CPI das ONGs --como feito com a CPI do Apagão. Heráclito se mostrou disposto a aceitar o acordo somente se a instalação da CPI do Apagão for suspensa.
Mesmo contrário à CPI das ONGs, Renan disse que a decisão sobre a sua instalação será tomada pelos líderes partidários. "Essa decisão não é minha", resumiu.
O senador democrata justificou sua irritação com o argumento de que desde o final do ano passado vem lutando pela instalação da CPI das ONGs no Senado. Se for instalada, a CPI das ONGs terá como foco os repasses de dinheiro público feitos para organizações não-governamentais. A oposição suspeita de repasses irregulares do governo para favorecer ONGs ligadas ao PT de 2003 a 2006.
CPI Apagão
A instalação da CPI do Apagão está marcada para amanhã, com a escolha do presidente e do relator da comissão. Governo e oposição não conseguiram chegar a um acordo sobre o comando da comissão.
Os líderes governistas se mostraram dispostos a dividir a direção dos trabalhos com a oposição, mas o PT está reticente de entregar o cargo de presidente ou de relator para o DEM (ex-PFL).
Segundo Renan, o impasse terá que ser solucionado pelos próprios partidos. "Os partidos vão ter que se entender. Os líderes indicam de acordo com os partidos ou blocos", disse.
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