22/05/2007
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20h15
da Folha Online, em Brasília
O ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) entregou nesta terça-feira uma carta com seu pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é do senador José Sarney (PMDB-AP), que disse que a carta foi entregue hoje a Lula.
Investigado pela Polícia Federal, Rondeau era apontado como beneficiário do suposta esquema de fraude das licitações para realização de obras públicas.
O esquema começou a respingar em Rondeau quando a PF prendeu durante a Operação Navalha Ivo Almeida Costa. Ele era assessor especial do gabinete do ministro.
A PF recolheu fitas gravadas por câmeras do serviço de segurança do Ministério de Minas e Energia. As imagens mostram uma funcionária da Gautama, Fátima Palmeira, entrando no ministério pelo elevador privativo no dia 13 de março. Ela carrega um envelope de cor parda, no qual a PF acredita que estavam R$ 100 mil.
Diretora financeira da Gautama, Palmeira se dirige até o andar do gabinete de Silas Rondeau. Lá, encontra-se com o assessor do ministro.
Rondeau está reunido com o presidente Lula no Palácio do Planalto. A expectativa é que ele solte uma nota logo após oficializar sua saída do governo.
O destino de Rondeau e a ocupação do Ministério de Minas e Energia foram discutidos hoje pela cúpula do PMDB do Senado. Por volta do meio-dia, Sarney e Renan Calheiros (PMDB-AL), articuladores da indicação de Rondeau, conversaram com Lula sobre a permanência dele no cargo.
A Folha Online apurou que o partido no Senado articula para continuar com o comando do ministério caso Rondeau deixe o cargo.
No encontro, Sarney teria defendido que Rondeau entregasse o cargo para se defender das acusações fora do governo. Apesar da recomendação, o senador teria dito acreditar na inocência de Rondeau --assim como o restante da cúpula do partido no Senado.
Os demais peemedebistas defenderam que ele permanecesse na pasta para provar sua inocência dentro do governo. A avaliação do grupo é que o ministro pode ser vítima de uma ação de partidos governistas interessados na pasta, uma vez que o Ministério de Minas e Energia é responsável por investimentos elevados e reúne estatais de peso sob sua coordenação.
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Silas Rondeau entrega pedido de demissão a Lula, diz Sarney
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) entregou nesta terça-feira uma carta com seu pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é do senador José Sarney (PMDB-AP), que disse que a carta foi entregue hoje a Lula.
Investigado pela Polícia Federal, Rondeau era apontado como beneficiário do suposta esquema de fraude das licitações para realização de obras públicas.
O esquema começou a respingar em Rondeau quando a PF prendeu durante a Operação Navalha Ivo Almeida Costa. Ele era assessor especial do gabinete do ministro.
A PF recolheu fitas gravadas por câmeras do serviço de segurança do Ministério de Minas e Energia. As imagens mostram uma funcionária da Gautama, Fátima Palmeira, entrando no ministério pelo elevador privativo no dia 13 de março. Ela carrega um envelope de cor parda, no qual a PF acredita que estavam R$ 100 mil.
Diretora financeira da Gautama, Palmeira se dirige até o andar do gabinete de Silas Rondeau. Lá, encontra-se com o assessor do ministro.
Rondeau está reunido com o presidente Lula no Palácio do Planalto. A expectativa é que ele solte uma nota logo após oficializar sua saída do governo.
O destino de Rondeau e a ocupação do Ministério de Minas e Energia foram discutidos hoje pela cúpula do PMDB do Senado. Por volta do meio-dia, Sarney e Renan Calheiros (PMDB-AL), articuladores da indicação de Rondeau, conversaram com Lula sobre a permanência dele no cargo.
A Folha Online apurou que o partido no Senado articula para continuar com o comando do ministério caso Rondeau deixe o cargo.
No encontro, Sarney teria defendido que Rondeau entregasse o cargo para se defender das acusações fora do governo. Apesar da recomendação, o senador teria dito acreditar na inocência de Rondeau --assim como o restante da cúpula do partido no Senado.
Os demais peemedebistas defenderam que ele permanecesse na pasta para provar sua inocência dentro do governo. A avaliação do grupo é que o ministro pode ser vítima de uma ação de partidos governistas interessados na pasta, uma vez que o Ministério de Minas e Energia é responsável por investimentos elevados e reúne estatais de peso sob sua coordenação.
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