24/05/2007
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14h32
da Folha Online, em Brasília
Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo do Senado, o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo, Wellington Rodrigues, confirmou nesta quinta-feira que dois aviões chegaram perto de uma colisão em Brasília, há cerca de 15 dias.
Ao contrário de Rodrigues, o brigadeiro Ramón Borges Cardoso, diretor do DCEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), disse na manhã de hoje à CPI do Apagão da Câmara que não houve risco de colisão entre as aeronaves.
"Mandei investigar e não existe nenhuma informação nos últimos quinze dias de risco de colisão de duas aeronaves de grande porte", afirmou.
Segundo Rodrigues --que é controlador de vôo militar--, as aeronaves passaram à distância de 100 a 200 pés uma da outra, enquanto a distância recomendada é de mil pés.
Em depoimento à CPI do Apagão da Câmara na terça-feira, Rodrigues já havia afirmado que um Airbus e um Boeing quase colidiram, mas não apresentou detalhes sobre as aeronaves.
O episódio foi registrado no livro dos controladores de tráfego aéreo. A Aeronáutica divulgou nota oficial para negar a existência da suposta colisão. Apesar de negar o risco do choque entre as aeronaves, o brigadeiro disse estar disposto a investigar a suposta colisão.
Número pequeno
No depoimento aos deputados, o brigadeiro admitiu ser abaixo do ideal o número de controladores de vôos no país. Segundo Cardoso, o contingente reduzido "não permite que tenhamos todos os controles operando em todas as posições" consideradas ideais pela Aeronáutica.
O brigadeiro também defendeu o aumento do repasse de recursos do governo federal para o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro. "O ideal seria receber do governo R$ 600 milhões por ano para investimento e custeio do sistema", disse.
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Controlador e brigadeiro divergem sobre aviões que quase colidiram em Brasília
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo do Senado, o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo, Wellington Rodrigues, confirmou nesta quinta-feira que dois aviões chegaram perto de uma colisão em Brasília, há cerca de 15 dias.
Ao contrário de Rodrigues, o brigadeiro Ramón Borges Cardoso, diretor do DCEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), disse na manhã de hoje à CPI do Apagão da Câmara que não houve risco de colisão entre as aeronaves.
"Mandei investigar e não existe nenhuma informação nos últimos quinze dias de risco de colisão de duas aeronaves de grande porte", afirmou.
Segundo Rodrigues --que é controlador de vôo militar--, as aeronaves passaram à distância de 100 a 200 pés uma da outra, enquanto a distância recomendada é de mil pés.
Em depoimento à CPI do Apagão da Câmara na terça-feira, Rodrigues já havia afirmado que um Airbus e um Boeing quase colidiram, mas não apresentou detalhes sobre as aeronaves.
O episódio foi registrado no livro dos controladores de tráfego aéreo. A Aeronáutica divulgou nota oficial para negar a existência da suposta colisão. Apesar de negar o risco do choque entre as aeronaves, o brigadeiro disse estar disposto a investigar a suposta colisão.
Número pequeno
No depoimento aos deputados, o brigadeiro admitiu ser abaixo do ideal o número de controladores de vôos no país. Segundo Cardoso, o contingente reduzido "não permite que tenhamos todos os controles operando em todas as posições" consideradas ideais pela Aeronáutica.
O brigadeiro também defendeu o aumento do repasse de recursos do governo federal para o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro. "O ideal seria receber do governo R$ 600 milhões por ano para investimento e custeio do sistema", disse.
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