25/05/2007
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14h09
da Folha Online, em Brasília
Senadores do governo e da oposição reagiram de forma cautelosa à denúncia publicada pela revista "Veja" contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Blog do Josias informa que, segundo a revista, Renan teria recebido um suposto financiamento de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas particulares.
O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), disse que o partido não pode tomar nenhuma posição em relação a Renan antes de ouvir o senador.
"Eu nem li essa matéria. Vou esperar primeiro conversar com o presidente para me inteirar sobre o assunto. É difícil falar de pessoas. Quem teve o seu nome citado tem que fazer a sua defesa e esclarecer", disse Raupp.
O líder afirmou que a bancada do PMDB vai se reunir na quarta-feira, como faz cotidianamente, e poderá discutir as denúncias contra Renan se o assunto vier à tona. "Todos os assuntos que estiverem em pauta pelo partido podem entrar na reunião", disse.
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que subiu à tribuna do Senado na manhã de hoje para criticar as fraudes desvendadas pela Operação Navalha, da Polícia Federal, também defendeu que Renan se explique antes de o partido discutir a denúncia. "Acho que a bancada deve se reunir com ele para se explicar. Antes de dizer qualquer coisa, tenho que aguardar e ver o que ele vai dizer", afirmou.
Segundo o peemedebista, suas críticas no plenário aos envolvidos em denúncias de corrupção não tiveram Renan como destinatário. "[As críticas] foram dirigidas para um bolo de gente. Eu nem tinha me dado conta [da denúncia contra Renan]. Quero ouvir a palavra dele. Se for o caso, pode ser punido sim, mas o que tem que se fazer é permitir que ele fale."
Simon cobrou cautela em relação às denúncias, já que não foram publicadas pela imprensa sem investigações judiciais. "Essa mesma revista [Veja] que publicou a matéria já fez coisas muito bacanas, mas também cometeu equívocos como o episódio envolvendo o deputado Ibsen Pinheiro", disse.
Assim como os peemedebistas, senadores da oposição também defendem que Renan seja ouvido antes de o Senado discutir o impacto da denúncia contra o presidente da Casa. "É preciso ouvir o presidente Renan. Qualquer afirmação seria precipitada antes de ouvi-lo. O que estamos aguardando do presidente é a manifestação sobre os episódios. Com certeza ele fará", defendeu o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
Câmara
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que cabe a Renan se explicar sobre a denúncia. "Cada um tem que avaliar suas circunstâncias e responsabilidades. É claro que não é agradável para ninguém a reportagem. Cabe a ele eventualmente dar explicações. Eu não posso falar daquilo que não sei", disse Chinaglia.
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Senadores reagem com cautela à denúncia contra Renan
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
Senadores do governo e da oposição reagiram de forma cautelosa à denúncia publicada pela revista "Veja" contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Blog do Josias informa que, segundo a revista, Renan teria recebido um suposto financiamento de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas particulares.
O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), disse que o partido não pode tomar nenhuma posição em relação a Renan antes de ouvir o senador.
"Eu nem li essa matéria. Vou esperar primeiro conversar com o presidente para me inteirar sobre o assunto. É difícil falar de pessoas. Quem teve o seu nome citado tem que fazer a sua defesa e esclarecer", disse Raupp.
O líder afirmou que a bancada do PMDB vai se reunir na quarta-feira, como faz cotidianamente, e poderá discutir as denúncias contra Renan se o assunto vier à tona. "Todos os assuntos que estiverem em pauta pelo partido podem entrar na reunião", disse.
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que subiu à tribuna do Senado na manhã de hoje para criticar as fraudes desvendadas pela Operação Navalha, da Polícia Federal, também defendeu que Renan se explique antes de o partido discutir a denúncia. "Acho que a bancada deve se reunir com ele para se explicar. Antes de dizer qualquer coisa, tenho que aguardar e ver o que ele vai dizer", afirmou.
Segundo o peemedebista, suas críticas no plenário aos envolvidos em denúncias de corrupção não tiveram Renan como destinatário. "[As críticas] foram dirigidas para um bolo de gente. Eu nem tinha me dado conta [da denúncia contra Renan]. Quero ouvir a palavra dele. Se for o caso, pode ser punido sim, mas o que tem que se fazer é permitir que ele fale."
Simon cobrou cautela em relação às denúncias, já que não foram publicadas pela imprensa sem investigações judiciais. "Essa mesma revista [Veja] que publicou a matéria já fez coisas muito bacanas, mas também cometeu equívocos como o episódio envolvendo o deputado Ibsen Pinheiro", disse.
Assim como os peemedebistas, senadores da oposição também defendem que Renan seja ouvido antes de o Senado discutir o impacto da denúncia contra o presidente da Casa. "É preciso ouvir o presidente Renan. Qualquer afirmação seria precipitada antes de ouvi-lo. O que estamos aguardando do presidente é a manifestação sobre os episódios. Com certeza ele fará", defendeu o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
Câmara
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que cabe a Renan se explicar sobre a denúncia. "Cada um tem que avaliar suas circunstâncias e responsabilidades. É claro que não é agradável para ninguém a reportagem. Cabe a ele eventualmente dar explicações. Eu não posso falar daquilo que não sei", disse Chinaglia.
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