Estímulo elétrico no estômago ajuda combater obesidade, diz estudo
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da Agência LusaUm aparelho elétrico implantado no estômago em testes na Europa e nos Estados Unidos há três anos parece ser uma alternativa eficaz à cirurgia gástrica para ajudar os obesos a perder peso.
Se os resultados já obtidos forem confirmados em estudos mais amplos, o engenho poderá ajudar pessoas com obesidade mórbida que não conseguem emagrecer com dietas ou medicamentos supressores de apetite.
O novo aparelho, denominado IGS (estimulador gástrico implantável, na sigla em inglês), é semelhante a um marca-passo, só que ligado à parede do estômago com a função de reduzir a sensação de fome.
Alternativa
Neste caso, a saciedade é induzida evitando os inconvenientes de técnicas cirúrgicas que, segundo especialistas, podem causar modificações substanciais da parte superior do aparelho gastro-intestinal, tanto na anatomia como na função.
Pesquisadores norte-americanos apresentaram ontem provas preliminares da utilidade do aparelho em um estudo feito com 30 homens e mulheres obesos voluntários que pesavam, em média, 109 quilos. Depois de terem vivido um ano com o implante, dois terços dos voluntários perdeu em média 18% do seu excesso peso, segundo esses dados.
"Os resultados são promissores, embora haja ainda um longo caminho a percorrer", afirmou Scott Shikora, chefe da equipe de cirurgia do Centro Médico de Tufts-Nova Inglaterra, em Boston (EUA), ao apresentar o estudo numa reunião da Associação Norte-Americana para o estudo da Obesidade, na Flórida (EUA).
O sistema usa um gerador de pulsação elétrica, do tamanho de um relógio de pulso, que é colocado debaixo da pele, no abdômen, e ligado por dois fios muito finos ao estômago. A implantação dura menos de uma hora e é feita através de um procedimento de laparoscopia. O aparelho funciona com uma pilha, que deve ser substituída num período de entre dois e cinco anos.


