Tempestade solar intensifica aurora boreal no hemisfério norte
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da Agência LusaAs tempestades magnéticas resultantes das erupções solares --que nos dois casos desta semana avançaram em direção à Terra a velocidades estimadas entre 6,4 milhões e 8 milhões de quilômetros por hora-- provocam interferências nas comunicações e colocaram em alerta o setor de energia, mas também promoveram auroras boreais espetaculares.
No hemisfério norte, grande parte da Europa tem conseguido avistar clarões avermelhados nos céus, resultado do impacto no campo magnético terrestre da energia liberada pelas erupções solares. As cores destas auroras variam de azul e verde a vermelho, roxo e violeta, conforme o tipo de vento solar que atinge o campo magnético terrestre.
O fenômeno costuma se produzir apenas nas zonas mais próximas dos pólos, acima dos 60 graus de latitude, como no Canadá e na Islândia. Isso porque "o campo magnético terrestre puxa a energia [recebida durante a tempestade solar] para os pólos", diz o astrônomo Sandro Batista, do Observatório Astronômico de Coimbra.
Fim do mundo
A última vez em que uma aurora boreal foi visível em Portugal, por exemplo, foi em 25 de janeiro de 1938, segundo Alfredina do Campo, do Observatório Astronômico de Lisboa.
"Nesse dia, entre o pôr-do-sol e 22h, em todo o norte de Portugal, foi visto no horizonte, a norte e a noroeste, um enorme clarão vermelho que espalhou confusão e pânico entre a população", disse. "Há relatos de que as pessoas correram para as igrejas julgando estarem perante o fim do mundo."
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