Linhas de pesca são pior inimigo das tartarugas
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MARCELO LEITEda Folha de S.Paulo
A maior ameaça às tartarugas marinhas não é mais o caiçara que colhe seus ovos na areia, mas uma técnica de pesca industrial conhecida como espinhel. São longas linhas arrastadas por barcos, das quais saem várias extensões repletas de anzóis em que os répteis se enroscam e, em geral, morrem.
Segundo uma estimativa recente, a cada ano são capturadas acidentalmente cerca de 200 mil tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta) e outras 50 mil de couro (Dermochelys coriacea). A conta foi feita por Rebecca Lewison, da Universidade Duke (Carolina do Norte, EUA).
Lewison coletou dados sobre o volume de pesca comercial de 40 países e sobre captura acidental (de 13 programas internacionais de observadores, pesquisadores que coletam dados a bordo de barcos pesqueiros) para fazer as extrapolações publicadas na revista especializada "Ecology Letters".
Confirmou o que já se sabia pelo declínio das populações: a situação é muito pior no Pacífico.
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