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07/04/2004 - 07h04

Ejaculações freqüentes podem reduzir risco de câncer de próstata

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da Folha de S.Paulo

Atividade sexual não causa câncer de próstata, e homens que ejaculam freqüentemente podem até estar se protegendo contra a doença, segundo um estudo conduzido por cientistas americanos.

A pesquisa contou com mais de 29 mil homens sadios e cobriu todo tipo de atividade sexual, incluindo masturbação e polução noturna. Os resultados confirmam um resultado obtido por um estudo menor, divulgado por cientistas na Austrália em 2003.

Havia uma desconfiança na comunidade médica de que a alta freqüência de atividade sexual pudesse aumentar o risco de câncer de próstata. A razão estaria numa produção exagerada do hormônio masculino testosterona, que poderia disparar o crescimento das células da próstata.

A nova pesquisa, feita por um grupo do Instituto Nacional do Câncer liderada por Michael Leitzmann, constatou que a freqüência da ejaculação não está relacionada a um risco aumentado. "Não há efeitos adversos. E níveis mais elevados de ejaculação parecem proteger homens do desenvolvimento de câncer de próstata", disse o pesquisador.

O estudo sugeriu que ejaculações freqüentes podem reduzir a concentração de "carcinógenos químicos [substâncias que provocam a formação de tumores malignos] que se acumulam facilmente no fluido prostático" e podem reduzir o desenvolvimento de pequenos cristais "que foram associados ao câncer de próstata em alguns [casos]".

O novo estudo foi publicado nesta semana na "Jama" (jama. ama-assn.org), revista da Associação Médica Americana. Ele acompanhou homens de 40 a 75 anos na época em que a pesquisa foi iniciada, em 1986.

O estudo australiano teve um escopo bem menor, contando com a participação de 1.079 homens diagnosticados com câncer de próstata, comparados a outros 1.259 que não tinham a doença. Os resultados, entretanto, apontaram na mesma direção.

Leitzmann diz que agora as evidências são ainda mais fortes, porque seu estudo acompanhou os homens ao longo do tempo, em vez de pedir que se lembrassem da freqüência de ejaculação somente depois de terem sido diagnosticados com câncer.

Com agências internacionais
 

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