21/05/2004
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07h25
da Folha de S.Paulo
As estimativas do Universo baseadas na idade das estrelas mais velhas conhecidas estavam erradas em até 1 bilhão de anos, afirmam pesquisadores italianos.
A conclusão veio após a realização de experimentos no subsolo da montanha Gran Sasso, onde está instalado o Luna (Laboratório para Astrofísica Nuclear Subterrânea, na sigla em inglês). Com o equipamento, os pesquisadores simulam um processo que normalmente ocorre no núcleo de estrelas velhas, em que a fusão cria variedades de átomos pesados.
No estudo, os cientistas reproduzem o ciclo do carbono-nitrogênio-oxigênio, chocando prótons com átomos de nitrogênio.
Ao observar a velocidade em que isso ocorre, constataram que ela é na verdade a metade do que antes se estimava --o que quer dizer que, em sua fase final, as estrelas em geral envelhecem um pouco mais devagar do que o esperado pelos astrônomos.
A descoberta, a ser publicada em junho na revista científica "Physics Letters B", mostra que existe um erro de 0,5 a 1 bilhão de anos, para menos, na estimativa anterior da idade dos aglomerados globulares, os astros mais velhos conhecidos na Via Láctea.
"Como conseqüência, à luz dos novos dados do Luna, a idade de nosso Universo passa da estimativa anterior de cerca de 13 bilhões de anos para a de 14 bilhões de anos", afirma, em nota, Eugenio Coccia, diretor dos Laboratórios Nacionais de Gran Sasso, na Itália.
Estimativas da idade do Universo baseadas em medições extraordinariamente precisas da radiação cósmica de fundo --uma espécie de "eco" do Big Bang, explosão que teria dado origem ao cosmos, espalhado de maneira mais ou menos igualitária por todas as regiões do espaço-- apontam um valor de 13,7 bilhões de anos.
Universo pode ser 1 bilhão de anos mais velho do que antes estimado
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SALVADOR NOGUEIRAda Folha de S.Paulo
As estimativas do Universo baseadas na idade das estrelas mais velhas conhecidas estavam erradas em até 1 bilhão de anos, afirmam pesquisadores italianos.
A conclusão veio após a realização de experimentos no subsolo da montanha Gran Sasso, onde está instalado o Luna (Laboratório para Astrofísica Nuclear Subterrânea, na sigla em inglês). Com o equipamento, os pesquisadores simulam um processo que normalmente ocorre no núcleo de estrelas velhas, em que a fusão cria variedades de átomos pesados.
No estudo, os cientistas reproduzem o ciclo do carbono-nitrogênio-oxigênio, chocando prótons com átomos de nitrogênio.
Ao observar a velocidade em que isso ocorre, constataram que ela é na verdade a metade do que antes se estimava --o que quer dizer que, em sua fase final, as estrelas em geral envelhecem um pouco mais devagar do que o esperado pelos astrônomos.
A descoberta, a ser publicada em junho na revista científica "Physics Letters B", mostra que existe um erro de 0,5 a 1 bilhão de anos, para menos, na estimativa anterior da idade dos aglomerados globulares, os astros mais velhos conhecidos na Via Láctea.
"Como conseqüência, à luz dos novos dados do Luna, a idade de nosso Universo passa da estimativa anterior de cerca de 13 bilhões de anos para a de 14 bilhões de anos", afirma, em nota, Eugenio Coccia, diretor dos Laboratórios Nacionais de Gran Sasso, na Itália.
Estimativas da idade do Universo baseadas em medições extraordinariamente precisas da radiação cósmica de fundo --uma espécie de "eco" do Big Bang, explosão que teria dado origem ao cosmos, espalhado de maneira mais ou menos igualitária por todas as regiões do espaço-- apontam um valor de 13,7 bilhões de anos.

