09/07/2004
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05h28
Uma equipe de cientistas no Reino Unido diz ter conseguido transformar células comuns de pele humana em neurônios. Se confirmado, o achado poderá ajudar a reparar partes do cérebro de pacientes com doenças degenerativas, como esclerose múltipla, e vítimas de derrame.
As chamadas células-tronco neurais são uma espécie de cálice sagrado da biomedicina. Os estudiosos já conhecem ao menos duas formas de obtê-las: elas podem ser extraídas de embriões ou de fetos abortados. Em ambos os casos, barreiras éticas impedem que a pesquisa se desenvolva em países como os EUA --onde está a maior parte da verba-- e o Brasil.
O grupo liderado por Siddharthan Chandran, da Universidade de Cambridge, aparentemente conseguiu evitar o dilema e produzir células-tronco cerebrais a partir de pele. Em artigo publicado hoje no periódico médico "The Lancet" (www.thelancet.com), eles descrevem o método usado para induzir a transformação dessas células em precursores de neurônios.
O trabalho de persuasão envolveu alimentar as células com proteínas chamadas fatores de crescimento e depois juntá-las a células de cérebro de roedor.
As células resultantes manifestaram características de neurônios, como longas "caudas" e canais de cálcio, que servem para transmitir impulsos elétricos no sistema nervoso.
No entanto, elas ainda precisam ter sua identidade confirmada por testes em pacientes.
Especial
Arquivo: veja o que já foi publicado sobre células-tronco neurais
Arquivo: veja o que já foi publicado sobre os neurônios
Britânicos afirmam produzir neurônios a partir de células de pele humana
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da Folha de S.PauloUma equipe de cientistas no Reino Unido diz ter conseguido transformar células comuns de pele humana em neurônios. Se confirmado, o achado poderá ajudar a reparar partes do cérebro de pacientes com doenças degenerativas, como esclerose múltipla, e vítimas de derrame.
As chamadas células-tronco neurais são uma espécie de cálice sagrado da biomedicina. Os estudiosos já conhecem ao menos duas formas de obtê-las: elas podem ser extraídas de embriões ou de fetos abortados. Em ambos os casos, barreiras éticas impedem que a pesquisa se desenvolva em países como os EUA --onde está a maior parte da verba-- e o Brasil.
O grupo liderado por Siddharthan Chandran, da Universidade de Cambridge, aparentemente conseguiu evitar o dilema e produzir células-tronco cerebrais a partir de pele. Em artigo publicado hoje no periódico médico "The Lancet" (www.thelancet.com), eles descrevem o método usado para induzir a transformação dessas células em precursores de neurônios.
O trabalho de persuasão envolveu alimentar as células com proteínas chamadas fatores de crescimento e depois juntá-las a células de cérebro de roedor.
As células resultantes manifestaram características de neurônios, como longas "caudas" e canais de cálcio, que servem para transmitir impulsos elétricos no sistema nervoso.
No entanto, elas ainda precisam ter sua identidade confirmada por testes em pacientes.
Especial


