16/09/2004
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15h53
Zoólogos espanhóis descobriram que sapos machos perdedores no amor conseguem se vingar espalhando o próprio esperma sobre ovos que foram deixados por um casal de anfíbios apaixonados.
A manobra sorrateira é denominada "pirataria de ninhos" pelos pesquisadores. De maneira curiosa, ela traz novos elementos ao princípio da seleção de pares entre sapos e ajuda a explicar a ampla diversidade genética dessas criaturas.
Até agora, acreditava-se que a espécie em questão --o sapo comum (Rana temporaria)-- possuísse uma vida sexual monótona.
A fêmea escolhe um macho, que então se apossaria dela e, como ela solta um punhado de ovos, deixaria seu esperma sobre o ninho. Após um frenético acasalamento de sapos, o casal deveria estão se separar, deixando os ovos se transformarem em girinos e depois em sapos.
Porém, observações feitas na vegetação rasteira em torno de uma lagoa pelo estudioso de sapos da Universidade de Vigo David Vieities e seus companheiros mostrou que, uma vez fora da visão do feliz par, um pirata freqüentemente se muda, deixando seu próprio esperma sobre o ninho de ovos.
A "pirataria de ninhos" foi constatada em 84% dos ninhos que eles analisaram. Neste caso, o sapo pirata leva vantagem, pois consegue fertilizar alguns ovos mesmo tendo perdido a disputa pela parceira.
Porém, a fêmea também é beneficiada, porque seus ovos conseguem uma outra chance de serem fertilizados, dizem os cientistas.
O estudo está publicado nesta quinta-feira na revista "Nature", semanário científico britânico.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre sapos
Sapo rejeitado "se vinga" de fêmea para passar genes adiante
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da France Presse, em Paris (França)Zoólogos espanhóis descobriram que sapos machos perdedores no amor conseguem se vingar espalhando o próprio esperma sobre ovos que foram deixados por um casal de anfíbios apaixonados.
A manobra sorrateira é denominada "pirataria de ninhos" pelos pesquisadores. De maneira curiosa, ela traz novos elementos ao princípio da seleção de pares entre sapos e ajuda a explicar a ampla diversidade genética dessas criaturas.
Até agora, acreditava-se que a espécie em questão --o sapo comum (Rana temporaria)-- possuísse uma vida sexual monótona.
A fêmea escolhe um macho, que então se apossaria dela e, como ela solta um punhado de ovos, deixaria seu esperma sobre o ninho. Após um frenético acasalamento de sapos, o casal deveria estão se separar, deixando os ovos se transformarem em girinos e depois em sapos.
Porém, observações feitas na vegetação rasteira em torno de uma lagoa pelo estudioso de sapos da Universidade de Vigo David Vieities e seus companheiros mostrou que, uma vez fora da visão do feliz par, um pirata freqüentemente se muda, deixando seu próprio esperma sobre o ninho de ovos.
A "pirataria de ninhos" foi constatada em 84% dos ninhos que eles analisaram. Neste caso, o sapo pirata leva vantagem, pois consegue fertilizar alguns ovos mesmo tendo perdido a disputa pela parceira.
Porém, a fêmea também é beneficiada, porque seus ovos conseguem uma outra chance de serem fertilizados, dizem os cientistas.
O estudo está publicado nesta quinta-feira na revista "Nature", semanário científico britânico.
Especial


