15/10/2004
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04h18
O Peru apresentou um mural sobre "a memória mítica da sociedade inca" descoberto no complexo arqueológico Choquequirao, perto do Machu Picchu, que, de acordo com investigações apoiadas pelo governo francês, está associado à resistência dos incas durante a ocupação espanhola no século 16.
Ao todo, 22 figuras de lhamas em pedra, batizadas como as "chamas do sol", foram descobertas em setembro, em um local que teria sido o refúgio dos últimos incas de Vilcabamba, por um grupo de pesquisa dos dois países liderado pelo arqueólogo francês Patrice Lecoq.
"É a primeira vez que, em um sítio arqueológico inca como Choquequirao, são encontradas imagens que guardam a memória mítica da sociedade inca", disse a primeira-dama Eliane Karp de Toledo, na cerimônia de apresentação no Museu da Nação.
Situado nos Andes do sul, a 3.104 metros de altitude, no departamento de Cuzco (onde também fica Machu Picchu), o complexo Choquequirao está sendo recuperado graças a um acordo com o governo da França de "conversão da dívida para o desenvolvimento duradouro".
O acordo, fruto de conversações entre Eliane Karp e o presidente Jacques Chirac, foi firmado em 2002 e, por ele, a França realiza operações de conversão da dívida com o Peru de até 5 milhões de euros (mais de US$ 5,7 milhões).
Na cerimônia, o embaixador francês Jean-Paul Angelier informou que as próximas escavações, previstas para 2005, servirão para descartar ou confirmar a hipótese de que Choquequiaro tenha sido erguido sobre os restos de uma cultura pré-incaica, talvez de até 1.300 a.C.
Ao todo, são 18 obras, estudos e investigações científicas em andamento há um ano, que apontam para a criação de um modelo de desenvolvimento turístico responsável e planejado.
Além das "chamas do sol", o Conselho de Acompanhamento para o Fundo Peru-França mostra fotos, maquetes e planos da restauração da área, que inclui a "Casa da Queda d'Água" e fachadas das casas dos sacerdotes, localizadas no alto do santuário, além de estruturas funerárias e outras destinadas ao culto.
A primeira-dama, que é belgo-peruana, ressaltou o fato de que, como abrigo dos últimos incas (Manco Inca, Sauri Tupac e Túpac Amaru I), Choquequiaro simboliza "uma resistência que durou quase meio século e não foi algo que mudou de um dia para o outro".
Choquequirao foi construído entre a segunda metade do século 15 e as primeiras décadas do 16 na encosta de uma colina do monte Cachora, junto ao monte Quory Huayrachina, da Cordilheira do Salkantay.
Por enquanto, o complexo recebe a visita de apenas 370 turistas por mês, devido às dificuldades de acesso.
Especial
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Mural descoberto no Peru revela "memória mítica" da sociedade inca
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da France Presse, em Lima (Peru)O Peru apresentou um mural sobre "a memória mítica da sociedade inca" descoberto no complexo arqueológico Choquequirao, perto do Machu Picchu, que, de acordo com investigações apoiadas pelo governo francês, está associado à resistência dos incas durante a ocupação espanhola no século 16.
Ao todo, 22 figuras de lhamas em pedra, batizadas como as "chamas do sol", foram descobertas em setembro, em um local que teria sido o refúgio dos últimos incas de Vilcabamba, por um grupo de pesquisa dos dois países liderado pelo arqueólogo francês Patrice Lecoq.
"É a primeira vez que, em um sítio arqueológico inca como Choquequirao, são encontradas imagens que guardam a memória mítica da sociedade inca", disse a primeira-dama Eliane Karp de Toledo, na cerimônia de apresentação no Museu da Nação.
Situado nos Andes do sul, a 3.104 metros de altitude, no departamento de Cuzco (onde também fica Machu Picchu), o complexo Choquequirao está sendo recuperado graças a um acordo com o governo da França de "conversão da dívida para o desenvolvimento duradouro".
O acordo, fruto de conversações entre Eliane Karp e o presidente Jacques Chirac, foi firmado em 2002 e, por ele, a França realiza operações de conversão da dívida com o Peru de até 5 milhões de euros (mais de US$ 5,7 milhões).
Na cerimônia, o embaixador francês Jean-Paul Angelier informou que as próximas escavações, previstas para 2005, servirão para descartar ou confirmar a hipótese de que Choquequiaro tenha sido erguido sobre os restos de uma cultura pré-incaica, talvez de até 1.300 a.C.
Ao todo, são 18 obras, estudos e investigações científicas em andamento há um ano, que apontam para a criação de um modelo de desenvolvimento turístico responsável e planejado.
Além das "chamas do sol", o Conselho de Acompanhamento para o Fundo Peru-França mostra fotos, maquetes e planos da restauração da área, que inclui a "Casa da Queda d'Água" e fachadas das casas dos sacerdotes, localizadas no alto do santuário, além de estruturas funerárias e outras destinadas ao culto.
A primeira-dama, que é belgo-peruana, ressaltou o fato de que, como abrigo dos últimos incas (Manco Inca, Sauri Tupac e Túpac Amaru I), Choquequiaro simboliza "uma resistência que durou quase meio século e não foi algo que mudou de um dia para o outro".
Choquequirao foi construído entre a segunda metade do século 15 e as primeiras décadas do 16 na encosta de uma colina do monte Cachora, junto ao monte Quory Huayrachina, da Cordilheira do Salkantay.
Por enquanto, o complexo recebe a visita de apenas 370 turistas por mês, devido às dificuldades de acesso.
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