10/11/2004
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15h37
Um grupo privado sem fins lucrativos que teve entre os fundadores o astrônomo Carl Sagan pretende colocar em órbita no início do ano que vem uma nave espacial movida por velas solares, que impulsionam o aparelho movidas a fótons emitidos pelo Sol.
Chamada Cosmos 1, a nave será colocada em órbita por um míssil intercontinental modificado lançado por um submarino russo no Mar de Barents, segundo a organização dedicada à exploração espacial.
O dia do lançamento foi marcado para 1º de março, mas a janela de lançamento se estende até 7 de abril. A data exata será estabelecida pela marinha russa.
O objetivo da missão, orçada em US$ 4 milhões, é realizar o primeiro vôo controlado com uma vela solar. Os cientistas esperam poder utilizar a tecnologia em futuros vôos interestelares. Embora muito suave, a pressão exercida pelos fótons permitirá a este tipo de naves alcançar com o tempo altas velocidades e cobrir grandes distâncias.
Segundo Louis Friedman, diretor executivo da Sociedade Planetária e do projeto Cosmos 1, o Japão já testou uma vela solar num vôo suborbital, e a Rússia montou uma vela solar no exterior da sua velha estação espacial Mir. Nenhum dos casos, no entanto, foi um vôo controlado.
Quando o Cosmos 1 estiver em órbita, tubos infláveis vão esticar o material das velas, ajustando-as a oito estruturas rígidas de 1,5 metro de comprimento semelhantes às pás de um moinho.
Cada pá pode girar para refletir a luz solar em várias direções, de modo a que a nave possa "tatear" o Sol, como acontece com um barco à vela em relação ao vento.
O Cosmos 1 é um projeto da Sociedade Planetária, foi fundada em 1980 pelo falecido astrônomo Carl Sagan, por Bruce Murray, antigo diretor do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa, e Louis Friedman, também veterano do JPL.
A nave foi construída pela companhia aeroespacial russa NPO Lavochkin, com financiamentos do Cosmos Studios --com sede em Ithaca, Nova York--, co-fundado pela viúva de Sagan, Ann Druyan, para criar entretenimento a partir da ciência.
Dryuan recordou que Sagan, falecido em 1996, teria feito 70 anos ontem. "Não podia ser mais adequado iniciar a contagem regressiva para o lançamento do Cosmos 1 no aniversário de Carl", comentou.
A Rússia já havia lançado em 2001 um protótipo da vela solar da Sociedade Planetária, mas o foguete não desenvolveu força suficiente e a nave não chegou a separar-se do lançador.
O Cosmos 1 deverá ser colocado numa órbita quase polar, a 800 km de altitude, e funcionar durante um mês. "Ficaríamos satisfeitos com um par de semanas, ou mesmo alguns dias", disse Friedman.
Com uma área total de 602 metros quadrados, a vela solar será visível no céu noturno como um ponto de luz brilhante.
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Grupo testa nave movida a "vela solar" no início de 2005
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da Agência Lusa, em Pasadena (EUA)Um grupo privado sem fins lucrativos que teve entre os fundadores o astrônomo Carl Sagan pretende colocar em órbita no início do ano que vem uma nave espacial movida por velas solares, que impulsionam o aparelho movidas a fótons emitidos pelo Sol.
Chamada Cosmos 1, a nave será colocada em órbita por um míssil intercontinental modificado lançado por um submarino russo no Mar de Barents, segundo a organização dedicada à exploração espacial.
O dia do lançamento foi marcado para 1º de março, mas a janela de lançamento se estende até 7 de abril. A data exata será estabelecida pela marinha russa.
O objetivo da missão, orçada em US$ 4 milhões, é realizar o primeiro vôo controlado com uma vela solar. Os cientistas esperam poder utilizar a tecnologia em futuros vôos interestelares. Embora muito suave, a pressão exercida pelos fótons permitirá a este tipo de naves alcançar com o tempo altas velocidades e cobrir grandes distâncias.
Segundo Louis Friedman, diretor executivo da Sociedade Planetária e do projeto Cosmos 1, o Japão já testou uma vela solar num vôo suborbital, e a Rússia montou uma vela solar no exterior da sua velha estação espacial Mir. Nenhum dos casos, no entanto, foi um vôo controlado.
Quando o Cosmos 1 estiver em órbita, tubos infláveis vão esticar o material das velas, ajustando-as a oito estruturas rígidas de 1,5 metro de comprimento semelhantes às pás de um moinho.
Cada pá pode girar para refletir a luz solar em várias direções, de modo a que a nave possa "tatear" o Sol, como acontece com um barco à vela em relação ao vento.
O Cosmos 1 é um projeto da Sociedade Planetária, foi fundada em 1980 pelo falecido astrônomo Carl Sagan, por Bruce Murray, antigo diretor do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa, e Louis Friedman, também veterano do JPL.
A nave foi construída pela companhia aeroespacial russa NPO Lavochkin, com financiamentos do Cosmos Studios --com sede em Ithaca, Nova York--, co-fundado pela viúva de Sagan, Ann Druyan, para criar entretenimento a partir da ciência.
Dryuan recordou que Sagan, falecido em 1996, teria feito 70 anos ontem. "Não podia ser mais adequado iniciar a contagem regressiva para o lançamento do Cosmos 1 no aniversário de Carl", comentou.
A Rússia já havia lançado em 2001 um protótipo da vela solar da Sociedade Planetária, mas o foguete não desenvolveu força suficiente e a nave não chegou a separar-se do lançador.
O Cosmos 1 deverá ser colocado numa órbita quase polar, a 800 km de altitude, e funcionar durante um mês. "Ficaríamos satisfeitos com um par de semanas, ou mesmo alguns dias", disse Friedman.
Com uma área total de 602 metros quadrados, a vela solar será visível no céu noturno como um ponto de luz brilhante.
Especial

