31/03/2005
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09h39
Engenheiros do IME (Instituto Militar de Engenharia) desenvolveram uma argila calcinada, material que poderá baratear a construção de estradas. Pela primeira vez, o instituto patenteou um produto em seu nome. Essa argila não existe em nenhum outro país.
A pesquisa começou em 1997, com um objetivo: encontrar um material que pudesse ser utilizado em pavimentação na Amazônia. A região é carente de rochas, e as dificuldades no transporte encarecem a brita, comercializada por mais de R$ 100 o metro cúbico. Segundo o IME, o custo da argila calcinada fica em torno de R$ 40.
"Estudamos várias famílias de solo existentes na região e chegamos a conclusões animadoras nos últimos anos. O agregado artificial poderá ser usado em pavimentação rodoviária, pois resiste a desgaste, compressão e abrasão, e também em obras de concreto", afirma o coronel Álvaro Vieira, coordenador da pesquisa.
Segundo ele, o material pode ser utilizado em qualquer região do país. O governo já demonstrou interesse, mas precisa que a argila seja produzida em grande escala. Até o momento, só foram feitas quatro experiências numa olaria de Santarém, no Pará.
"Decidimos patentear para proteger a pesquisa, porque soubemos que um homem no Acre dizia ser o inventor da argila calcinada, mas ele apenas registrou uma marca, e vendia tijolo quebrado como brita. O Exército não quer se beneficiar economicamente disso", afirma Vieira.
Nos próximos 15 anos, quem quiser produzir o material terá de pedir uma autorização ao IME. A argila calcinada tem sido tema no instituto de várias teses de mestrado, que contribuem para o avanço da pesquisa.
Especial
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Argila desenvolvida por militares barateia construção de estradas
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da Folha de S.Paulo no Rio Engenheiros do IME (Instituto Militar de Engenharia) desenvolveram uma argila calcinada, material que poderá baratear a construção de estradas. Pela primeira vez, o instituto patenteou um produto em seu nome. Essa argila não existe em nenhum outro país.
A pesquisa começou em 1997, com um objetivo: encontrar um material que pudesse ser utilizado em pavimentação na Amazônia. A região é carente de rochas, e as dificuldades no transporte encarecem a brita, comercializada por mais de R$ 100 o metro cúbico. Segundo o IME, o custo da argila calcinada fica em torno de R$ 40.
"Estudamos várias famílias de solo existentes na região e chegamos a conclusões animadoras nos últimos anos. O agregado artificial poderá ser usado em pavimentação rodoviária, pois resiste a desgaste, compressão e abrasão, e também em obras de concreto", afirma o coronel Álvaro Vieira, coordenador da pesquisa.
Segundo ele, o material pode ser utilizado em qualquer região do país. O governo já demonstrou interesse, mas precisa que a argila seja produzida em grande escala. Até o momento, só foram feitas quatro experiências numa olaria de Santarém, no Pará.
"Decidimos patentear para proteger a pesquisa, porque soubemos que um homem no Acre dizia ser o inventor da argila calcinada, mas ele apenas registrou uma marca, e vendia tijolo quebrado como brita. O Exército não quer se beneficiar economicamente disso", afirma Vieira.
Nos próximos 15 anos, quem quiser produzir o material terá de pedir uma autorização ao IME. A argila calcinada tem sido tema no instituto de várias teses de mestrado, que contribuem para o avanço da pesquisa.
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