13/06/2005
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11h20
Um mosaico romano descoberto na Líbia que representa um gladiador sentado em atitude reflexiva ao lado do inimigo que acaba de matar é "digno de Botticelli", segundo o arqueólogo britânico Mark Merrony.
"O que mais me surpreendeu é o extraordinário realismo da imagem", afirma Merrony, que diz "não ter visto até agora nada parecido" nos centenas de mosaicos que analisou como especialista em mosaicos antigos.
"A imagem do gladiador é uma obra-prima romana executada pelo Sandro Botticelli da época, que soube captar a expressão humana com um realismo nunca visto nos mosaicos romanos", observa o arqueólogo.
"A imagem do gladiador foi executada com realismo tão convincente que parece pintada", acrescenta Merrony, subdiretor da revista de arte antiga e arqueologia Minerva, que publica em suas edições de julho e agosto detalhes da importante descoberta.
O mosaico faz parte de uma série de cinco, criados nos séculos 1 ou 2 de nossa era, que mostram com extraordinária clareza quatro jovens enquanto derrubam um touro selvagem, dois guerreiros lutando e o gladiador.
Os mosaicos decoravam o "frigidarium", ou piscina de água fria, de uma vila romana na localidade de Wasdi Lebda, em Leptis Magna, perto de Trípoli e uma das grandes cidades da antiguidade.
Segundo o diretor da revista Minerva, Sean Kingsley, a Líbia era uma província riquíssima do império romano, só que, em vez de petróleo, sua riqueza era o azeite, produto essencial para a alimentação, a iluminação e a higiene pessoal da época.
O azeite da região de Leptis era o produto de maior exportação de qualquer província durante a era romana, e também proporcionava uma grande receita ao fisco imperial.
Os mosaicos foram descobertos em 2000 por Marliese Wendowski, da Universidade de Hamburgo, mas até agora a descoberta era mantida em segredo para evitar que as obras fossem roubadas.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Sandro Botticelli
Arqueólogo anuncia descoberta de mosaico romano na Líbia
da EFE, em LondresUm mosaico romano descoberto na Líbia que representa um gladiador sentado em atitude reflexiva ao lado do inimigo que acaba de matar é "digno de Botticelli", segundo o arqueólogo britânico Mark Merrony.
"O que mais me surpreendeu é o extraordinário realismo da imagem", afirma Merrony, que diz "não ter visto até agora nada parecido" nos centenas de mosaicos que analisou como especialista em mosaicos antigos.
"A imagem do gladiador é uma obra-prima romana executada pelo Sandro Botticelli da época, que soube captar a expressão humana com um realismo nunca visto nos mosaicos romanos", observa o arqueólogo.
"A imagem do gladiador foi executada com realismo tão convincente que parece pintada", acrescenta Merrony, subdiretor da revista de arte antiga e arqueologia Minerva, que publica em suas edições de julho e agosto detalhes da importante descoberta.
O mosaico faz parte de uma série de cinco, criados nos séculos 1 ou 2 de nossa era, que mostram com extraordinária clareza quatro jovens enquanto derrubam um touro selvagem, dois guerreiros lutando e o gladiador.
Os mosaicos decoravam o "frigidarium", ou piscina de água fria, de uma vila romana na localidade de Wasdi Lebda, em Leptis Magna, perto de Trípoli e uma das grandes cidades da antiguidade.
Segundo o diretor da revista Minerva, Sean Kingsley, a Líbia era uma província riquíssima do império romano, só que, em vez de petróleo, sua riqueza era o azeite, produto essencial para a alimentação, a iluminação e a higiene pessoal da época.
O azeite da região de Leptis era o produto de maior exportação de qualquer província durante a era romana, e também proporcionava uma grande receita ao fisco imperial.
Os mosaicos foram descobertos em 2000 por Marliese Wendowski, da Universidade de Hamburgo, mas até agora a descoberta era mantida em segredo para evitar que as obras fossem roubadas.
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