14/07/2005
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12h21
da Agência Folha, em Brasília
Após uma reunião de quase duas horas, o Ministério do Meio Ambiente e o governo do Mato Grosso anunciaram nesta quarta-feira que vão trabalhar em conjunto para combater o desmatamento ilegal no Estado.
Entre as medidas que serão adotadas para coibir a devastação estão a criação de novos parques e reservas (o número não foi definido) e o funcionamento de uma força-tarefa, que vai agir exclusivamente nas áreas onde o desmatamento está mais avançado.
Segundo a ministra Marina Silva e o governador Blairo Maggi (PPS), não está descartada uma extensão da moratória para o corte de árvores até a regularização do sistema de licenciamento da derrubada. Na semana passada, o Ministério do Meio Ambiente proibiu por seis meses o desmatamento no Estado, responsável por quase 50% da área devastada (26 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao tamanho de Alagoas) entre 2003 e 2004.
Marina Silva disse que a possibilidade de suspensão ampliada do corte de árvores no Estado será analisada na próxima semana, quando o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) retornarem a Brasília.
"O governo está criando freios contra o desmatamento ilegal na floresta amazônica", disse Marina Silva. Na reunião, também ficou definida a realização de um convênio envolvendo o Ministério Público e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para o desenvolvimento de um sistema de detecção de desmatamento em tempo real. A idéia é possibilitar o mapeamento das maiores propriedades rurais do Estado.
De acordo com o governador, o sistema é mais uma ferramenta para o Estado combater o desmatamento ilegal. "Poderemos interferir na semana ou na quinzena em que está ocorrendo o desmatamento", disse.
Marina Silva disse também que as ações de combate ao desmatamento que o governo pretende anunciar na próxima semana começaram a ser desenvolvidas há um ano. "Novas licenças para desmatamento só serão concedidas com o trabalho integrado de órgãos federais e estaduais, Ministério Público e a sociedade, garantindo que a derrubada da floresta só ocorra de forma legal", afirmou a ministra.
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LUIZ FRANCISCOda Agência Folha, em Brasília
Após uma reunião de quase duas horas, o Ministério do Meio Ambiente e o governo do Mato Grosso anunciaram nesta quarta-feira que vão trabalhar em conjunto para combater o desmatamento ilegal no Estado.
Entre as medidas que serão adotadas para coibir a devastação estão a criação de novos parques e reservas (o número não foi definido) e o funcionamento de uma força-tarefa, que vai agir exclusivamente nas áreas onde o desmatamento está mais avançado.
Segundo a ministra Marina Silva e o governador Blairo Maggi (PPS), não está descartada uma extensão da moratória para o corte de árvores até a regularização do sistema de licenciamento da derrubada. Na semana passada, o Ministério do Meio Ambiente proibiu por seis meses o desmatamento no Estado, responsável por quase 50% da área devastada (26 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao tamanho de Alagoas) entre 2003 e 2004.
Marina Silva disse que a possibilidade de suspensão ampliada do corte de árvores no Estado será analisada na próxima semana, quando o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) retornarem a Brasília.
"O governo está criando freios contra o desmatamento ilegal na floresta amazônica", disse Marina Silva. Na reunião, também ficou definida a realização de um convênio envolvendo o Ministério Público e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para o desenvolvimento de um sistema de detecção de desmatamento em tempo real. A idéia é possibilitar o mapeamento das maiores propriedades rurais do Estado.
De acordo com o governador, o sistema é mais uma ferramenta para o Estado combater o desmatamento ilegal. "Poderemos interferir na semana ou na quinzena em que está ocorrendo o desmatamento", disse.
Marina Silva disse também que as ações de combate ao desmatamento que o governo pretende anunciar na próxima semana começaram a ser desenvolvidas há um ano. "Novas licenças para desmatamento só serão concedidas com o trabalho integrado de órgãos federais e estaduais, Ministério Público e a sociedade, garantindo que a derrubada da floresta só ocorra de forma legal", afirmou a ministra.
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