04/08/2005
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09h51
Depois de comemorar o sucesso da terceira caminhada espacial, nesta quarta-feira, os especialistas envolvidos na missão do ônibus espacial Discovery mostraram-se preocupados. O motivo é um pedaço de isolante térmico aparentemente perfurado perto da janela da nave, no lado onde se senta a comandante Eileen Collins.
Paul Hill, diretor de vôo do Discovery, disse que os especialistas vão analisar toda a informação disponível sobre esse incidente. A gravidade do dano não foi determinada e, portanto, os responsáveis pela missão não decidiram se os astronautas farão uma quarta saída para reparar o problema.
O bom estado dos mais de 25 mil painéis de isolamento térmico que envolvem a nave é essencial para a volta à atmosfera. Em fevereiro de 2003, a nave Columbia se desintegrou quando retornava à Terra após uma missão de 16 dias, o que causou a morte de seus sete astronautas.
Investigações mostraram que, durante o lançamento da Columbia, pedaços da espuma isolante haviam se desprendido do tanque externo. No retorno à atmosfera, quando o atrito eleva a temperatura externa da nave para cerca de 1.400º C, a brecha nos painéis isolantes permitiu a entrada de gases incandescentes que causaram o acidente.
Sucesso
Nesta quarta-feira, em um trabalho sem precedentes na história, o astronauta norte-americano Steve Robinson conseguiu retirar o material do casco do ônibus espacial que se desprendeu, formando duas saliências. Esse material é uma espécie de malha usada para preencher o vão entre as telhas térmicas da barriga do ônibus.
Para realizar a tarefa, o astronauta não precisou utilizar qualquer equipamento, como um alicate ou serra especiais, que levou na terceira caminhada espacial da missão. Ele retirou o material com as mãos, cobertas por luvas.
Especialistas da Nasa decidiram realizar essa operação de conserto em órbita por temerem que esse material pudesse alterar o fluxo aerodinâmico da nave. Dessa forma, as saliências de pelo menos dois centímetros de altura aumentariam o aquecimento do Discovery durante sua reentrada na atmosfera terrestre.
Com agências internacionais
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Isolante perfurado no Discovery preocupa especialistas
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da Folha OnlineDepois de comemorar o sucesso da terceira caminhada espacial, nesta quarta-feira, os especialistas envolvidos na missão do ônibus espacial Discovery mostraram-se preocupados. O motivo é um pedaço de isolante térmico aparentemente perfurado perto da janela da nave, no lado onde se senta a comandante Eileen Collins.
Paul Hill, diretor de vôo do Discovery, disse que os especialistas vão analisar toda a informação disponível sobre esse incidente. A gravidade do dano não foi determinada e, portanto, os responsáveis pela missão não decidiram se os astronautas farão uma quarta saída para reparar o problema.
O bom estado dos mais de 25 mil painéis de isolamento térmico que envolvem a nave é essencial para a volta à atmosfera. Em fevereiro de 2003, a nave Columbia se desintegrou quando retornava à Terra após uma missão de 16 dias, o que causou a morte de seus sete astronautas.
Investigações mostraram que, durante o lançamento da Columbia, pedaços da espuma isolante haviam se desprendido do tanque externo. No retorno à atmosfera, quando o atrito eleva a temperatura externa da nave para cerca de 1.400º C, a brecha nos painéis isolantes permitiu a entrada de gases incandescentes que causaram o acidente.
Sucesso
Nesta quarta-feira, em um trabalho sem precedentes na história, o astronauta norte-americano Steve Robinson conseguiu retirar o material do casco do ônibus espacial que se desprendeu, formando duas saliências. Esse material é uma espécie de malha usada para preencher o vão entre as telhas térmicas da barriga do ônibus.
Para realizar a tarefa, o astronauta não precisou utilizar qualquer equipamento, como um alicate ou serra especiais, que levou na terceira caminhada espacial da missão. Ele retirou o material com as mãos, cobertas por luvas.
Especialistas da Nasa decidiram realizar essa operação de conserto em órbita por temerem que esse material pudesse alterar o fluxo aerodinâmico da nave. Dessa forma, as saliências de pelo menos dois centímetros de altura aumentariam o aquecimento do Discovery durante sua reentrada na atmosfera terrestre.
Com agências internacionais
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