22/04/2006
-
08h55
O astronauta Marcos Pontes não rejeita seguir uma carreira política. Sobre o futuro, ele deu palpites e não descartou usar a fama para concorrer a algum cargo político.
"Eu tenho uma bagagem técnica e de relações internacionais muito boa e vou ter de achar uma posição para isso. Mas, para a política, eu teria de me preparar antes. Se eu achar que isso é a melhor maneira de servir o Brasil, eu posso fazer isso."
Pontes se transformou em celebridade. Ontem, ao chegar a Bauru, o antes desconhecido filho da cidade não conseguia se locomover no meio da multidão, mesmo com a escolta constante de cerca de 20 policiais militares.
Houve tumulto em quase todo o trajeto. Pessoas se empurravam e lutavam para ter um autógrafo do conterrâneo famoso.
Um dia antes, em Brasília, pela manhã, apesar de acenar para os irmãos, presentes ao evento, só conseguiu abraçá-los à noite, já no fim dos compromissos.
"Quando eu fui escolhido, o chefe da seleção veio e disse: "Sua vida vai mudar um pouco. E já vai começar agora, com uma coletiva de imprensa". Deu um frio na barriga. Até então nunca tinha imaginado isso", disse.
A irmã, Rosa, que ajudou a criar Pontes, resumiu: "Ele não é mais só meu. Agora, é de todo o Brasil".
Durante todo o dia, a palavra "herói" marcou os pronunciamentos de autoridades, amigos e convidados da festa. Pontes renegou a glória. "Quando comecei esse trabalho, não pensei em virar herói."
Mas, questionado sobre o peso do fardo, se disse tranqüilo. "Isso não me assusta. Toda vez que eu sento numa reunião com a mesa internacional e tem uma bandeira brasileira na frente, ah, isso imprime uma responsabilidade muito grande", afirmou.
O astronauta brasileiro também pediu para que não o comparem com outras personalidades que marcaram a história. "Não quero ser comparado a Santos-Dumont ou a Yuri Gagarin. Quero ser comparado a mim mesmo. Peço para que me reconheçam pelo meu trabalho."
Leia mais
Astronauta Marcos Pontes recebe medalha de Lula
Astronauta brasileiro enfrenta período de readaptação em Moscou
Saúde de astronauta brasileiro surpreende médicos russos
Após dez dias no espaço, astronauta brasileiro volta à Terra
Especial
Leia cobertura completa sobre a ida do brasileiro ao espaço
Astronauta brasileiro cogita seguir carreira política
Publicidade
da Agência Folha, em BauruO astronauta Marcos Pontes não rejeita seguir uma carreira política. Sobre o futuro, ele deu palpites e não descartou usar a fama para concorrer a algum cargo político.
"Eu tenho uma bagagem técnica e de relações internacionais muito boa e vou ter de achar uma posição para isso. Mas, para a política, eu teria de me preparar antes. Se eu achar que isso é a melhor maneira de servir o Brasil, eu posso fazer isso."
Pontes se transformou em celebridade. Ontem, ao chegar a Bauru, o antes desconhecido filho da cidade não conseguia se locomover no meio da multidão, mesmo com a escolta constante de cerca de 20 policiais militares.
Houve tumulto em quase todo o trajeto. Pessoas se empurravam e lutavam para ter um autógrafo do conterrâneo famoso.
Um dia antes, em Brasília, pela manhã, apesar de acenar para os irmãos, presentes ao evento, só conseguiu abraçá-los à noite, já no fim dos compromissos.
"Quando eu fui escolhido, o chefe da seleção veio e disse: "Sua vida vai mudar um pouco. E já vai começar agora, com uma coletiva de imprensa". Deu um frio na barriga. Até então nunca tinha imaginado isso", disse.
A irmã, Rosa, que ajudou a criar Pontes, resumiu: "Ele não é mais só meu. Agora, é de todo o Brasil".
Durante todo o dia, a palavra "herói" marcou os pronunciamentos de autoridades, amigos e convidados da festa. Pontes renegou a glória. "Quando comecei esse trabalho, não pensei em virar herói."
Mas, questionado sobre o peso do fardo, se disse tranqüilo. "Isso não me assusta. Toda vez que eu sento numa reunião com a mesa internacional e tem uma bandeira brasileira na frente, ah, isso imprime uma responsabilidade muito grande", afirmou.
O astronauta brasileiro também pediu para que não o comparem com outras personalidades que marcaram a história. "Não quero ser comparado a Santos-Dumont ou a Yuri Gagarin. Quero ser comparado a mim mesmo. Peço para que me reconheçam pelo meu trabalho."
Leia mais
Especial

