23/04/2006
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09h55
A FDA, agência federal americana que regula alimentos e produtos farmacêuticos nos Estados Unidos, considera que não existe base científica que justifique o uso medicinal da maconha.
A FDA contradiz assim as conclusões de um grupo de médicos que integram o respeitado Instituto de Medicina (IOM, na sigla em inglês), que havia considerado, em 1999, que a maconha poderia "ser moderadamente útil para reduzir alguns sintomas, como a náusea e os vômitos causados pela quimioterapia nos doentes de câncer e a anorexia dos doentes de Aids".
Segundo a FDA, "nenhum estudo científico sério demonstra a utilidade médica da maconha" para tratamentos nos Estados Unidos e nenhum dado humano ou animal apóia a inocuidade ou a eficácia da maconha para o uso médico geral".
Além disso, "há indícios sólidos que destacam que fumar maconha é nocivo", destacou a agência, em um comunicado publicado na última sexta-feira em seu site na internet.
No total, 11 Estados americanos autorizaram por referendo e por votação em Parlamento o uso da maconha para vários problemas médicos, como a Aids, o câncer, o glaucoma e a esclerose múltipla, sempre sob prescrição médica.
Mas a Suprema Corte americana resolveu em 2005 tornar ilegal o uso da maconha, autorizando o governo federal a deter qualquer pessoa que use esta droga inclusive por razões médicas nos estados em que seu uso havia sido legalizado, como a Califórnia, por exemplo.
John Walters, diretor do controle americano de entorpecentes e "czar antidrogas" do presidente americano, George W. Bush, disse que "até agora, a pesquisa científica não determinou que fumar esta planta é seguro ou eficaz".
"Como sociedade civilizada, temos a responsabilidade de garantir que os medicamentos que os americanos recebem de seus médicos são eficazes, seguros e livres de políticas pró-drogas promovidas nos Estados Unidos sob a aparência de medicamento", acrescentou.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o uso medicinal da maconha
Uso medicinal da maconha carece de base científica, diz FDA
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da France Presse, em WashingtonA FDA, agência federal americana que regula alimentos e produtos farmacêuticos nos Estados Unidos, considera que não existe base científica que justifique o uso medicinal da maconha.
A FDA contradiz assim as conclusões de um grupo de médicos que integram o respeitado Instituto de Medicina (IOM, na sigla em inglês), que havia considerado, em 1999, que a maconha poderia "ser moderadamente útil para reduzir alguns sintomas, como a náusea e os vômitos causados pela quimioterapia nos doentes de câncer e a anorexia dos doentes de Aids".
Segundo a FDA, "nenhum estudo científico sério demonstra a utilidade médica da maconha" para tratamentos nos Estados Unidos e nenhum dado humano ou animal apóia a inocuidade ou a eficácia da maconha para o uso médico geral".
Além disso, "há indícios sólidos que destacam que fumar maconha é nocivo", destacou a agência, em um comunicado publicado na última sexta-feira em seu site na internet.
No total, 11 Estados americanos autorizaram por referendo e por votação em Parlamento o uso da maconha para vários problemas médicos, como a Aids, o câncer, o glaucoma e a esclerose múltipla, sempre sob prescrição médica.
Mas a Suprema Corte americana resolveu em 2005 tornar ilegal o uso da maconha, autorizando o governo federal a deter qualquer pessoa que use esta droga inclusive por razões médicas nos estados em que seu uso havia sido legalizado, como a Califórnia, por exemplo.
John Walters, diretor do controle americano de entorpecentes e "czar antidrogas" do presidente americano, George W. Bush, disse que "até agora, a pesquisa científica não determinou que fumar esta planta é seguro ou eficaz".
"Como sociedade civilizada, temos a responsabilidade de garantir que os medicamentos que os americanos recebem de seus médicos são eficazes, seguros e livres de políticas pró-drogas promovidas nos Estados Unidos sob a aparência de medicamento", acrescentou.
Especial

