09/01/2007
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16h54
A cada ano, mais de 12 milhões de pessoas no mundo sofrem com mordidas de cachorros e serpentes ou com picadas de escorpiões e outros animais venenosos, enquanto prevalece a escassez do soro necessário para tratar esses casos, alertou hoje a OMS (Organização Mundial da Saúde).
A falta de disponibilidade ou o custo excessivo do soro terapêutico correspondente (dotado de anticorpos) é particularmente grave "nos países que mais necessitam" --na América Latina, na África e na Ásia--, segundo a agência sanitária da ONU (Nações Unidas).
A fim de abordar o problema, a organização prepara um plano de cinco anos com um orçamento de US$ 10 milhões para reforçar a produção de soro terapêutico nos países em desenvolvimento.
Cientistas e representantes de indústrias farmacêuticas, assim como de países doadores, se reunirão amanhã na sede da OMS, em Genebra, para estudar a iniciativa.
Segundo os especialistas da entidade de saúde, a produção do soro terapêutico caiu nos países industrializados devido à pouca margem de rentabilidade que gerava --e à incerteza sobre as quantidades realmente necessárias. O produto também, muitas vezes, "não alcança o padrão de qualidade que garanta sua efetividade e segurança", sustenta a OMS.
Diante desta evidência, o organismo assinala que é fundamental impulsionar a produção local, "uma iniciativa que poderia salvar milhões de vidas".
Mordida de cães
A raiva é a décima causa de morte por infecções em humanos, a metade de suas vítimas são crianças menores de 15 anos e, embora seja uma doença fatal, também pode ser prevenida quando o soro terapêutico está disponível imediatamente após uma mordida.
Segundo as estatísticas da OMS, 8 milhões de pessoas necessitariam receber o soro contra a raiva a cada ano por serem expostas a animais suspeitos de infecção.
Serpentes
Quanto à mordida de serpentes e picadas de escorpiões, a OMS indicou que a cada ano são registrados 5 milhões de casos --dos quais, entre 50% a 75% devem receber tratamento para prevenir morte, desordens neurológicas ou amputação de algum membro.
As principais vítimas são agricultores e crianças, que, em muitos casos, morrem sem entrar nas estatísticas --porque vivem em zonas rurais e costumam apelar para tratamentos tradicionais que não acabam não surtindo efeito.
Os especialistas da OMS calculam que é preciso cerca de 10 milhões de doses do antídoto --desenvolvido a partir do soro-- para tratar as mordidas de serpentes e picadas de escorpiões no mundo todo, dos quais unicamente a África requer 2 milhões.
No caso da raiva, calcula-se que 16 milhões de doses seriam necessárias para cumprir com as diretivas internacionais sobre profilaxias após a exposição a um animal suspeito.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre soro antiofídico
OMS alerta para escassez de soro contra mordidas de animais
da Efe, em GenebraA cada ano, mais de 12 milhões de pessoas no mundo sofrem com mordidas de cachorros e serpentes ou com picadas de escorpiões e outros animais venenosos, enquanto prevalece a escassez do soro necessário para tratar esses casos, alertou hoje a OMS (Organização Mundial da Saúde).
A falta de disponibilidade ou o custo excessivo do soro terapêutico correspondente (dotado de anticorpos) é particularmente grave "nos países que mais necessitam" --na América Latina, na África e na Ásia--, segundo a agência sanitária da ONU (Nações Unidas).
A fim de abordar o problema, a organização prepara um plano de cinco anos com um orçamento de US$ 10 milhões para reforçar a produção de soro terapêutico nos países em desenvolvimento.
Cientistas e representantes de indústrias farmacêuticas, assim como de países doadores, se reunirão amanhã na sede da OMS, em Genebra, para estudar a iniciativa.
Segundo os especialistas da entidade de saúde, a produção do soro terapêutico caiu nos países industrializados devido à pouca margem de rentabilidade que gerava --e à incerteza sobre as quantidades realmente necessárias. O produto também, muitas vezes, "não alcança o padrão de qualidade que garanta sua efetividade e segurança", sustenta a OMS.
Diante desta evidência, o organismo assinala que é fundamental impulsionar a produção local, "uma iniciativa que poderia salvar milhões de vidas".
Mordida de cães
A raiva é a décima causa de morte por infecções em humanos, a metade de suas vítimas são crianças menores de 15 anos e, embora seja uma doença fatal, também pode ser prevenida quando o soro terapêutico está disponível imediatamente após uma mordida.
Segundo as estatísticas da OMS, 8 milhões de pessoas necessitariam receber o soro contra a raiva a cada ano por serem expostas a animais suspeitos de infecção.
Serpentes
Quanto à mordida de serpentes e picadas de escorpiões, a OMS indicou que a cada ano são registrados 5 milhões de casos --dos quais, entre 50% a 75% devem receber tratamento para prevenir morte, desordens neurológicas ou amputação de algum membro.
As principais vítimas são agricultores e crianças, que, em muitos casos, morrem sem entrar nas estatísticas --porque vivem em zonas rurais e costumam apelar para tratamentos tradicionais que não acabam não surtindo efeito.
Os especialistas da OMS calculam que é preciso cerca de 10 milhões de doses do antídoto --desenvolvido a partir do soro-- para tratar as mordidas de serpentes e picadas de escorpiões no mundo todo, dos quais unicamente a África requer 2 milhões.
No caso da raiva, calcula-se que 16 milhões de doses seriam necessárias para cumprir com as diretivas internacionais sobre profilaxias após a exposição a um animal suspeito.
Especial

