16/01/2007
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11h00
Não é de hoje que o antropólogo americano Erik Trinkaus e o arqueólogo português João Zilhão tentam demonstrar que houve mistura entre populações de Homo sapiens e de Homo neanderthalensis na Europa há mais de 30 mil anos.
Eles inclusive chegaram a apresentar à comunidade científica um suposto híbrido, o fóssil de uma criança de 24,5 mil anos de idade desenterrado no vale do Lapedo, em Portugal.
O fóssil do chamado "menino do Lapedo" foi descrito em 1999, na mesma "PNAS" que publica hoje o crânio romeno. Seus ossos eram mais robustos que a média dos ossos de Homo sapiens, o que levava a crer na hipótese (nada absurda, a princípio) de miscigenação. Aos poucos, os neandertais foram "incorporados" às populações modernas.
Desancado por especialistas em neandertais --segundo os quais o menino não passava de uma criança sapiens atarracada--, ele foi analisado minuciosamente em um livro publicado em 2003, que reuniu 30 especialistas.
A reconstituição do crânio, que seria a peça-chave para afirmar o "status" de híbrido da criança, ficou a cargo de Marcia Ponce e Christoph Zollikofer, antropólogos computacionais da Universidade de Zurique que também analisam o novo crânio. Mas não deu nenhuma evidência conclusiva de mistura.
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da Folha de S.PauloNão é de hoje que o antropólogo americano Erik Trinkaus e o arqueólogo português João Zilhão tentam demonstrar que houve mistura entre populações de Homo sapiens e de Homo neanderthalensis na Europa há mais de 30 mil anos.
Eles inclusive chegaram a apresentar à comunidade científica um suposto híbrido, o fóssil de uma criança de 24,5 mil anos de idade desenterrado no vale do Lapedo, em Portugal.
O fóssil do chamado "menino do Lapedo" foi descrito em 1999, na mesma "PNAS" que publica hoje o crânio romeno. Seus ossos eram mais robustos que a média dos ossos de Homo sapiens, o que levava a crer na hipótese (nada absurda, a princípio) de miscigenação. Aos poucos, os neandertais foram "incorporados" às populações modernas.
Desancado por especialistas em neandertais --segundo os quais o menino não passava de uma criança sapiens atarracada--, ele foi analisado minuciosamente em um livro publicado em 2003, que reuniu 30 especialistas.
A reconstituição do crânio, que seria a peça-chave para afirmar o "status" de híbrido da criança, ficou a cargo de Marcia Ponce e Christoph Zollikofer, antropólogos computacionais da Universidade de Zurique que também analisam o novo crânio. Mas não deu nenhuma evidência conclusiva de mistura.
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