08/02/2007
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18h56
A Terra não acabará por causa do aquecimento global, mas se tornará um lugar bem menos agradável para viver --sobretudo às populações mais pobres. Foi o que afirmou o jornalista Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, ao participar nesta quinta-feira (8) de um bate-papo sobre aquecimento global.
No chat, Angelo conversou com 321 internautas sobre, entre outros, o estudo das Nações Unidas, divulgado na semana passada, que prevê aumento de até 4ºC na temperatura média da Terra até 2100.
Segundo o jornalista, há ações práticas para barrar a crise ambiental, mas as chances de que essas medidas sejam tomadas são nulas.
"Há uma medida prática muito simples: cortar 50% das emissões globais de CO2 para limitar os níveis do gás a 550 ppm (mais ou menos o dobro do que era em tempos pré-industriais) e limitar o aquecimento em 2100 a 2ºC. O problema é que isso simplesmente não vai acontecer, porque a economia global é baseada em petróleo."
O editor do caderno de Ciência comentou também alternativas energéticas, como a energia nuclear ("mais do que disponível e de emissão zero"). "Poderia ser usada, por exemplo, num cenário de transição, entre o carvão mineral e as energias renováveis. Estou pensando alto", ponderou.
Ao ser questionado sobre o que cada um pode fazer individualmente para barrar uma "catástrofe ambiental", Angelo citou a compra de lâmpadas mais econômicas e uso de carros flex. Mas minimizou medidas isoladas: "a diferença que isso fará é desprezível".
O jornalista ainda respondeu perguntas sobre as supostas catástrofes que vem pela frente, segundo o cenário mais grave apresentado pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança do Clima) para 2100.
"O Rio e Recife não vão acabar por causa de 59 cm a mais de nível do mar, mas haverá problemas de infra-estrutura urbana sérios, para os quais os governos precisam preparar planos de adaptação e defesa civil. As ressacas no Rio, por exemplo, poderão afetar o sistema de metrô e os esgotos."
Claudio Angelo, 31, é editor de Ciência desde julho de 2004. É jornalista especializado em ciência e ambiente desde 1998. Foi editor da revista "Superinteressante", da editora Abril.
Com uma hora de duração, os bate-papos são abertos ao público em geral, mesmo para quem não é assinante da Folha ou do UOL. Para participar, basta estar conectado à internet e acessar o site da Folha Online, no www.folha.com.br.
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Para editor de Ciência, planeta sobreviverá, mas será desagradável
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da Folha OnlineA Terra não acabará por causa do aquecimento global, mas se tornará um lugar bem menos agradável para viver --sobretudo às populações mais pobres. Foi o que afirmou o jornalista Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, ao participar nesta quinta-feira (8) de um bate-papo sobre aquecimento global.
| Arquivo pessoal |
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| Claudio Angelo, editor de Ciência, a bordo de barco do Laboratório de Biologia Marinha, EUA |
Segundo o jornalista, há ações práticas para barrar a crise ambiental, mas as chances de que essas medidas sejam tomadas são nulas.
"Há uma medida prática muito simples: cortar 50% das emissões globais de CO2 para limitar os níveis do gás a 550 ppm (mais ou menos o dobro do que era em tempos pré-industriais) e limitar o aquecimento em 2100 a 2ºC. O problema é que isso simplesmente não vai acontecer, porque a economia global é baseada em petróleo."
O editor do caderno de Ciência comentou também alternativas energéticas, como a energia nuclear ("mais do que disponível e de emissão zero"). "Poderia ser usada, por exemplo, num cenário de transição, entre o carvão mineral e as energias renováveis. Estou pensando alto", ponderou.
Ao ser questionado sobre o que cada um pode fazer individualmente para barrar uma "catástrofe ambiental", Angelo citou a compra de lâmpadas mais econômicas e uso de carros flex. Mas minimizou medidas isoladas: "a diferença que isso fará é desprezível".
| Arquivo pessoal |
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| Claudio Angelo falou sobre o aquecimento global em bate-papo nesta quinta-feira |
"O Rio e Recife não vão acabar por causa de 59 cm a mais de nível do mar, mas haverá problemas de infra-estrutura urbana sérios, para os quais os governos precisam preparar planos de adaptação e defesa civil. As ressacas no Rio, por exemplo, poderão afetar o sistema de metrô e os esgotos."
Claudio Angelo, 31, é editor de Ciência desde julho de 2004. É jornalista especializado em ciência e ambiente desde 1998. Foi editor da revista "Superinteressante", da editora Abril.
Com uma hora de duração, os bate-papos são abertos ao público em geral, mesmo para quem não é assinante da Folha ou do UOL. Para participar, basta estar conectado à internet e acessar o site da Folha Online, no www.folha.com.br.
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