17/04/2007
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18h06
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) reuniu-se pela primeira vez nesta terça-feira para debater as implicações que o aquecimento global pode ter para a paz e a segurança mundial.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países-membros que se previnam contra conflitos que possam surgir devido à escassez de recursos, uma das conseqüências das mudanças climáticas.
"As coisas são mais fáceis quando todos podem compartilhar a abundância, mesmo que em níveis diferentes", declarou Ban. "Mas quando os recursos escasseiam --seja a energia, a água ou as terras cultiváveis-- nossos frágeis ecossistemas são submetidos a pressões, o que pode levar a um colapso dos códigos de conduta estabelecidos e, inclusive, a um conflito total", acrescentou.
Ban lembrou que, ao longo da história, países e povos travaram guerras pelos recursos naturais: gado, fontes de água, terras férteis, rotas comerciais, reservas pesqueiras, açúcar, petróleo, ouro e matérias-primas.
"Inclusive hoje, a provisão ininterrupta de combustíveis e minerais é um elemento-chave nas considerações geoestratégicas", explicou o secretário-geral da ONU.
Ban também assinalou que os fenômenos climáticos extremos e os desastres naturais podem aumentar o risco de emergências humanitárias e provocar instabilidade e deslocamentos. Com isso, haveria escassez de recursos, como água, alimentos e energia, o que poderia gerar violência.
Competência
O debate foi convocado pelo Reino Unido, que exerce a Presidência rotativa do Conselho, mas foi rejeitado pelo Grupo dos 77 (que reúne os países em desenvolvimento) e pela China.
A China afirmou que o Conselho de Segurança, formado por 15 membros, não possui competência para lidar com o aquecimento global.
O vice-embaixador chinês Liu Zhenim disse que "os países em desenvolvimento acreditam que o Conselho de Segurança não tem competência profissional em lidar com a mudança climática nem é o local correto para definir propostas amplamente aceitáveis".
Nenhuma resolução é esperada do Conselho de Segurança. Rússia, Qatar, Indonésia e África do Sul também alertaram que o conselho, que trata de paz e segurança, não é o local para definir ações concretas.
No entanto, a ministra de Relações Exteriores britânica, Margaret Beckett, que presidiu a reunião, mostrou-se satisfeita com a atenção despertada pela sessão, que contou com a participação de 52 delegações.
Os EUA, que são o maior emissor mundial de gases de efeito estufa, são contra resoluções para reduzir a emissão, mas foca em combustíveis alternativos e maior eficácia energética.
"Devemos lidar com a questão de maneira que ela não afete (...) o crescimento e o desenvolvimento", disse o embaixador americano na ONU, Alejandro Wolff.
Atualmente, a ONU mantém mais de 30 agências e programas envolvidos em projetos ambientais.
Com agências internacionais
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ONU alerta sobre possíveis conflitos devido ao aquecimento global
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da Folha OnlineO Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) reuniu-se pela primeira vez nesta terça-feira para debater as implicações que o aquecimento global pode ter para a paz e a segurança mundial.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países-membros que se previnam contra conflitos que possam surgir devido à escassez de recursos, uma das conseqüências das mudanças climáticas.
"As coisas são mais fáceis quando todos podem compartilhar a abundância, mesmo que em níveis diferentes", declarou Ban. "Mas quando os recursos escasseiam --seja a energia, a água ou as terras cultiváveis-- nossos frágeis ecossistemas são submetidos a pressões, o que pode levar a um colapso dos códigos de conduta estabelecidos e, inclusive, a um conflito total", acrescentou.
Ban lembrou que, ao longo da história, países e povos travaram guerras pelos recursos naturais: gado, fontes de água, terras férteis, rotas comerciais, reservas pesqueiras, açúcar, petróleo, ouro e matérias-primas.
"Inclusive hoje, a provisão ininterrupta de combustíveis e minerais é um elemento-chave nas considerações geoestratégicas", explicou o secretário-geral da ONU.
Ban também assinalou que os fenômenos climáticos extremos e os desastres naturais podem aumentar o risco de emergências humanitárias e provocar instabilidade e deslocamentos. Com isso, haveria escassez de recursos, como água, alimentos e energia, o que poderia gerar violência.
Competência
O debate foi convocado pelo Reino Unido, que exerce a Presidência rotativa do Conselho, mas foi rejeitado pelo Grupo dos 77 (que reúne os países em desenvolvimento) e pela China.
A China afirmou que o Conselho de Segurança, formado por 15 membros, não possui competência para lidar com o aquecimento global.
O vice-embaixador chinês Liu Zhenim disse que "os países em desenvolvimento acreditam que o Conselho de Segurança não tem competência profissional em lidar com a mudança climática nem é o local correto para definir propostas amplamente aceitáveis".
Nenhuma resolução é esperada do Conselho de Segurança. Rússia, Qatar, Indonésia e África do Sul também alertaram que o conselho, que trata de paz e segurança, não é o local para definir ações concretas.
No entanto, a ministra de Relações Exteriores britânica, Margaret Beckett, que presidiu a reunião, mostrou-se satisfeita com a atenção despertada pela sessão, que contou com a participação de 52 delegações.
Os EUA, que são o maior emissor mundial de gases de efeito estufa, são contra resoluções para reduzir a emissão, mas foca em combustíveis alternativos e maior eficácia energética.
"Devemos lidar com a questão de maneira que ela não afete (...) o crescimento e o desenvolvimento", disse o embaixador americano na ONU, Alejandro Wolff.
Atualmente, a ONU mantém mais de 30 agências e programas envolvidos em projetos ambientais.
Com agências internacionais
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