Ciência
24/07/2007 - 12h36

Tratamento genético contra Aids está em fase de testes em humanos

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da France Presse, em Sydney

Um tratamento contra a Aids que modifica geneticamente as células para conter o vírus começou a ser testado em seres humanos. O anúncio foi feito hoje na conferência da Sociedade Internacional da Aids (IAS) em Sydney.

O professor americano John Rossi afirmou que os primeiros testes em seres humanos já começaram no hospital City of Hope, na Califórnia (EUA), conclusão de um processo iniciado no princípio dos anos 90.

"Recrutamos nosso primeiro paciente, que receberá seu próprio sangue modificado geneticamente, e recrutaremos ainda outros quatro", afirmou Rossi, o chefe da divisão de biologia molecular do hospital.

O procedimento, conhecido como imunidade intracelular, implica modificar a informação genética das chamadas células T, que o vírus da Aids normalmente bloqueia e infecta antes de se duplicar.

Uma amostra de material genético é então introduzida nas células, o que as faz reconhecer o HIV como uma ameaça e estimula o mecanismo de defesa celular do organismo para que previna a duplicação da célula infectada.

Rossi explicou que o objetivo primordial da pesquisa é controlar completamente o HIV ou reduzir sua presença em pacientes para que eles precisem de menos drogas para sobreviver.

Circuncisão

No evento, que reúne especialistas do mundo inteiro, outros estudos com importantes conclusões foram apresentados. Um deles foi o do pesquisador americano Richard Bailey, que afirmou que a circuncisão poderia prevenir milhões de infecções e até ajudar a controlar a propagação da Aids em países em desenvolvimento.

Braily pediu que autoridades promovam a circuncisão, garantindo que evidências científicas provam que tal iniciativa poderia reduzir em até 60% os casos de infecção pelo vírus da Aids.

De acordo com o pesquisador da Universidade de Illinois, a circuncisão poderia prevenir milhões de infecções e 300 mil mortes na África subsaariana num período de dez anos.

Outra conclusão apresentada na conferência diz respeito à ineficácia da prática de mulheres africanas de se lavarem com suco de limão depois de terem relações sexuais para reduzir o risco de infecção.

Segundo o pesquisador nigeriano Atiene Sagay, um estudo realizado com mais de 300 prostitutas nigerianas confirmou que a ducha vaginal também não é eficaz na prevenção da Aids.

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