Ciência
28/09/2007 - 12h19

China recorre a multas para evitar "fuga de cérebros"

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da Efe, em Pequim

As mentes mais brilhantes da China acabam trabalhando na Europa ou nos Estados Unidos, depois de encerrar a sua formação superior no exterior. Para reverter essa tendência, o governo chinês anunciou hoje novas leis que punem estudantes que não retornarem ao país, pelo menos durante alguns anos.

Segundo a norma, informada pela agência estatal 'Xinhua', os estudantes chineses que vão ao exterior com bolsas do Governo deverão voltar à China e 'servir à pátria durante pelo menos dois anos'. Caso contrário, serão obrigados a 'devolver suas matrículas e outras despesas pagas pelo Estado'.

A devolução será acompanhada de uma multa equivalente a 30% do dinheiro cedido pelo Governo, alertou o Ministério da Educação.

A intenção dos líderes comunistas é de que seus 'cérebros' retornem e ajudem a desenvolver as universidades chinesas, atualmente com um baixo nível acadêmico, e contribuam para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

Entre 1996 e 2006 o Governo chinês enviou 26.600 estudantes ao exterior, e 97% retornaram. Mas muitos dos que ficaram nas universidades estrangeiras se transformaram em destacadas figuras internacionais de sua especialidade.

Os dois únicos prêmios Nobel de Física nascidos na China (Chen Ning Yang e Tsung-Dao Lee, premiados em 1957) se formaram nos Estados Unidos, depois de fugirem do país.

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