Cirurgia é mais eficaz para tratar câncer de próstata, diz estudo
da Efe, em Washington
As operações para retirar a próstata ou parte dela são o método mais eficaz para combater o câncer nessa glândula, segundo pesquisas da Universidade de Genebra, na Suíça.
A equipe de médicos, coordenada por Arnaud Merglen, avaliou o resultado dos tratamentos recebidos por todos os homens diagnosticados com câncer de próstata localizado (não-estendido) em Genebra, entre os anos de 1989 e 1998.
Dos 844 pacientes, 158 foram submetidos a uma prostatectomia (operação para extirpar total ou parcialmente a próstata), que requer anestesia geral e pode causar impotência.
Dez anos após seu diagnóstico, apenas 17% tinham morrido desse tipo de câncer.
Por outro lado, 25% dos que fizeram radioterapia morreram depois desse período, assim como 28% dos que preferiram esperar e submeter-se a exames freqüentes e a tratamento, caso a doença avançasse.
Entre os que optaram pelo tratamento com hormônios, 59% morreram, além dos 29% que foram submetidos a outros tratamentos não especificados.
Atualmente no campo médico se debate qual é o melhor tratamento para o câncer de próstata. A decisão depende muito "das preferências pessoais e das experiências do paciente e do médico", afirma o estudo, publicado na revista americana "Archives of Internal Medicine".
Nesse contexto, os autores recomendaram a prostatectomia, "especialmente para pacientes jovens e homens com tumores pouco diferenciados", mas ponderaram que só estudos clínicos poderão dar as "provas conclusivas".
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