Primeiro vôo supersônico completa 60 anos no domingo
da France Presse, em Washington
No dia 14 de outubro de 1947, o jovem capitão da Força Aérea americana Charles "Chuck" Yeager alcançou, pela primeira vez, a velocidade do som, a chamada "Mach 1", algo considerado impossível até o momento.
Sessenta anos depois, entretanto, aspectos econômicos e ambientais impedem que o feito seja usado em vôos comerciais, restringindo-o a fins militares.
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| Air France e a British Airways aposentarem seus modelos em 2003 |
"Atingir essa marca, naquela época, abriu as portas para a conquista do espaço e revolucionou a estratégia militar, permitindo ser mais rápido que o inimigo", conta lendário piloto, hoje com 84 anos.
Nos anos 60, o avião de reconhecimento americano SR-71 Blackbird já superava a velocidade Mach 3, ou seja, três vezes a velocidade do som.
"Desde então, a velocidade supersônica e a capacidade de aceleração são componentes principais do combate aéreo", assinalou James Young, historiador da Força Aérea americana.
"Todos os aparatos de combate são fabricados para serem supersônicos", disse.
Para os civis, entretanto, o "sonho supersônico" chegou nos anos 70: o Concorde franco-britânico e seu concorrente russo Tupolev 144 eram capazes de voar em Mach 2 com uma centena de passageiros.
Contudo, em plena crise do petróleo, o alto consumo da aeronave fez com que a Air France e a British Airways, as únicas companhias que usavam o modelo, aposentarem o modelo em 2003.
Em geral, se considera atualmente que o transporte aéreo supersônico não é mais viável, sobretudo ao se considerar as exigências crescentes sobre o ambiente, já que o avião produz muito dióxido de carbono e gasta bastante combustível.
As empresas americanas Aerion e Supersonic Aerospace International (SAI), em colaboração com a Lockheed Martin, desenvolvem projetos de jatos privados supersônicos de 8 a 12 lugares, capaz de irem de Nova York a Paris em quatro horas.
Ambas esperam lançar seus modelos até 2013, e acreditam que terão um mercado entre 400 e 500 modelos, a um preço de 80 a 100 milhões de dólares cada um.


