UE permite volta de remédio contra Aids que teve lotes infectados
da Folha Online
A Roche anunciou nesta sexta-feira (19) que a Comissão Européia --o braço executivo da União Européia (UE)--, restabeleceu a autorização para a comercialização do Viracept. O remédio anti-retroviral, utilizado no tratamento de pessoas com HIV, foi suspenso em agosto deste ano, em razão da existência de lotes estarem infectados com uma substância cancerígena.
No Brasil, o medicamento integrava o Programa DST/Aids, do Ministério da Saúde, e era utilizado por cerca de 9.000 pessoas, segundo informações da Roche. Em razão do problema, o contrato da empresa com o governo brasileiro foi cancelado.
Agora que a UE permitiu a venda do Viracept nos 27 países que compõem o bloco, o laboratório deve reiniciar a produção, que é feita na Europa.
Assim que isso ocorrer, a Roche informa que vai pedir autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercializar o produto no mercado brasileiro e disponibilizá-lo novamente para o programa federal de combate à Aids.
De acordo com a assessoria de imprensa da companhia no Brasil, não há um prazo para que isso aconteça.
Contaminação
A Roche anunciou o recolhimento do Viracept depois que testes indicaram que o remédio estava contaminado com a substância ácido etil éster metanossulfônico. Os lotes apresentaram odor alterado.
Ainda não há experiências sobre o efeito dessa substância em humanos, mas testes em animais mostraram que ela pode modificar o DNA e causar câncer.
Segundo a empresa, não foi encontrado no mercado brasileiro nenhum lote que estivesse contaminado, mas o recolhimento foi determinado por precaução.
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