33% dos americanos sofrem de "estresse extremo", aponta estudo
da France Presse, em Nova York
Um terço dos americanos sofre de "estresse extremo", o que afeta sua saúde, relações e produtividade no trabalho, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (24) em Nova York.
A causa do sensível aumento desse mal são as preocupações com o dinheiro e com o trabalho, mencionadas por três em cada quatro americanos, segundo o relatório da APA (Associação Americana de Psicologia).
"O estresse nos Estados Unidos continua aumentando e está afetando todos os aspectos da vida das pessoas, desde o trabalho até suas relações pessoais, passando pelos hábitos de dormir ou de alimentação, assim como a saúde", disse em uma entrevista coletiva o psicólogo Russ Newman, diretor executivo da APA.
Pelo menos 48% consideram que seu estresse aumentou nos últimos cinco anos.
A crise de moradia e a angústia de não poder pagar o aluguel ou as prestações do empréstimo bancário são uma causa de tensão para 51% dos entrevistados.
Segundo o informe, metade da população considera que o estresse está tendo um impacto negativo tanto em sua vida pessoal quanto profissional.
Conseqüências
Um em cada três americanos (31%) tem dificuldades para encarar responsabilidades familiares e profissionais, e 35% consideram que o estresse gerado no trabalho incide negativamente sobre sua vida pessoal ou familiar.
"Sabemos que o estresse é um fato da vida e, em certa medida, pode ter um impacto positivo, mas nos níveis elevados de que sofrem muitos americanos, pode ter conseqüências em longo prazo, como fadiga, obesidade ou doenças cardíacas", comentou Newman.
O estudo foi realizado entre 30 de agosto e 11 de setembro com 1.848 adultos.
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