Tirar células-tronco de sangue do cordão é eficiente, aponta empresa
da Folha de S.Paulo
Pesquisas feitas com amostras de cordão umbilical coletadas pela empresa Cryopraxis chegaram a um resultado diferente do apresentado na quarta-feira (24) na USP (Universidade de São Paulo).
"Em 20 amostras de sangue do cordão umbilical, pela nossa metodologia, que está para ser patenteada, conseguimos obter células-tronco mesenquimais em todas elas", afirma Silvia Azevedo, vice-presidente e responsável técnica da empresa, sediada no Rio de Janeiro.
Segundo a bioquímica, a diferença pode ser fruto da metodologia usada nos dois casos. "Vários estudos científicos, disponíveis na literatura, mostram que é possível isolar as células-tronco mesenquimais em qualquer amostra", explica Azevedo.
O trabalho feito pela equipe dela ainda não foi publicado num periódico científico.
Pesquisa
Quanto ao potencial terapêutico do tecido do cordão umbilical, a representante da Cryopraxis disse que a empresa está ciente disso. "Já temos pesquisas com tecidos de cordão", explica.
O problema nesse caso é a validação de um método eficiente de coleta. "Temos de saber como fazer para que o material possa continuar viável após congelado." Antes de essa técnica de coleta virar rotina, explica Azevedo, uma série de perguntas deverão ser respondidas.
Desde como fazer a coleta em si até a forma de preservação. "No caso de se optar pelo congelamento de um pedaço do cordão, por exemplo, temos até de ver se o líquido usado no congelamento atingirá por igual todas as camadas do tecido."
Segundo a cientista Mayana Zatz, da USP, apenas parte do cordão umbilical, que pode ter até 40 cm de comprimento, já é suficiente para isolar uma grande quantidade de células mesenquimais. "Nós pegamos só alguns centímetros de cada criança."
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