Associação de remédios previne transmissão vertical do HIV
da France Presse, em Paris
Estudo publicado na quarta-feira pela revista britânica "The Lancet" revela que a associação do remédio nevirapina (nevirapine, em inglês) com medicamentos anti-retrovirais previne a transmissão vertical do HIV --da mãe para o recém-nascido.
O risco de transmissão vertical do vírus é reduzido em 40% com a utilização da nevirapina, dado à mãe durante o parto. No entanto, o estudo também alerta para o risco da mãe e do bebê --caso ele também for infectado-- apresentarem raízes virais resistentes aos remédios da mesma classe terapêutica da nevirapina.
O estudo foi realizado com 400 mulheres soropositivas na Zâmbia pela equipe de Benjamin Chi, especialista do Centro de Pesquisa sobre doenças infecciosas no Zâmbia e da Universidade do Alabama.
Segundo Chi, acrescentar uma dose única dos medicamentos tenofovir e emtricitabina à nevirapina durante o parto reduz consideravelmente o risco da aparição de vírus resistentes.
Pesquisa
Metade das mulheres que participaram da pesquisa receberam uma dose única do combinado de tenofovir e emtricitabina (uma associação de dois anti-retrovirais comercializada com o nome de Truvada pelos laboratórios Gilead), e ainda o tratamento tradicional que associa a nevirapina durante o parto com uma breve terapia a base de zidovudina (AZT) durante a gravidez. As outras mulheres grávidas, no grupo de controle, não receberam o tratamento padrão.
Seis semanas após o parto, o risco de ter adquirido HIVs mutantes resistentes aos medicamentos da mesma classe terapêutica que a nevirapina foi reduzido em 53% entre as mulheres que tomaram a dose tenofovir/emtricitabina com relação às que receberam o tratamento normal.
O risco absoluto de resistência era, na verdade, de 12% entre as mulheres do primeiro grupo, contra 25% das do grupo de controle.
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