Satélite chinês Chang'E 1 começa prospecção científica da Lua
da Efe, em Pequim
O Chang'E 1, primeiro passo do programa lunar da China, começou a explorar o solo da Lua, segundo informou nesta terça-feira (20) a administração espacial chinesa por meio da imprensa oficial.
O satélite entrou na órbita lunar no dia 5 de novembro. Desde então está se aproximando da superfície até a distância máxima de 200 km. Nesta segunda (19), foi iniciado o funcionamento dos aparelhos de estudo do módulo.
O Chang'E 1, lançado em 24 de outubro da base espacial de Xichang (na província de Sichuan, sudoeste do país), terminou os trabalhos desdobrando seus painéis solares e a antena de transmissão de dados para a Terra, segundo explicaram fontes da CNSA (China National Space Administration).
A sonda --que leva o nome de uma deusa chinesa que, segundo a lenda, viajou à Lua-- vai examinar o solo lunar e elaborar um mapa tridimensional, começando a enviar suas primeiras fotografias até o fim do mês.
Para isso, o satélite chinês inclui equipamentos como um interferômetro (equipamento usado para medir distâncias usando ondas eletromagnéticas), um espectrômetro (usado para medir a luz por meio de ondas eletromagnéticas) de raios X e gama, um altímetro a laser e detectores de microondas, partículas solares e íons.
Pesquisa
Alguns especialistas afirmam que os cientistas chineses não poderão obter dados da Lua tão exatos quanto os de sondas japonesas e americanas, que sobrevoaram o solo lunar a cerca de 100 quilômetros.
No entanto, Pang Zhihao, da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, afirmou ao jornal "China Daily" que as imagens serão maiores que as atualmente fornecidas pela Kaguya, lançada em setembro pelo Japão, e que enviou suas primeiras fotos este mês.
A sonda chinesa já orbitou mais de 135 vezes ao redor da Lua.
Antes de continuar suas missões lunares, a China enviará em outubro de 2008 a sua terceira nave tripulada ao espaço, a Shenzhou VII. Os astronautas chineses pela primeira vez sairão do veículo e farão um "passeio espacial".
A data do lançamento, anunciada nesta terça, é muito simbólica. Será pouco depois dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Pequim, encerrando um período no qual a China estará na mira de todo o planeta.
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