Cientistas acham fóssil de "tiranossauro marinho" no Ártico
da France Presse, em Oslo
Uma equipe de pesquisadores noruegueses encontrou no Ártico um fóssil pouco comum de um pliossauro, um réptil marinho gigante conhecido como "o tiranossauro dos mares", anunciou nesta terça-feira (4) um de seus membros, Joern Hurum.
"Acreditamos que se trata de uma espécie até agora desconhecida. Nosso pliossauro apresenta diferenças significativas em relação aos descobertos na França e no Reino Unido", declarou Hurum, do departamento de paleontologia da Universidade de Oslo.
| Universidade de Oslo/Divulgação |
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| Concepção artística do "tiranossauro marinho" encontrado no Ártico |
Os ossos, incluindo restos do crânio, apareceram durante escavações realizadas no arquipélago norueguês de Svalbard, a mil quilômetros do Polo Norte.
Os restos estavam perto de um primeiro fóssil de pliossauro descoberto um ano antes. Os paleontólogos esperavam encontrar todo o esqueleto desse titã que provavelmente media mais de dez metros e pesava entre 10 e 15 toneladas.
No entanto, tiveram de se conformar com grandes fragmentos da caixa torácica, um ombro e uma pata.
O pliossauro, que viveu na Terra há 150 milhões de anos, quando Svalbard estava sob as águas, tinha semelhança com um enorme leão marinho com quatro mandíbulas e uma cabeça parecida com a de um crocodilo.
Graças a sua colossal mandíbula, o predador poderia engolir um homem num abrir e fechar de olhos. Segundo Hurum, os investigadores vão escavar o local onde se encontra o segundo pliossauro no próximo verão, a única estação propícia para essa tarefa nessas latitudes.
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