Ciência
05/12/2007 - 19h57

Células modificadas evitam arritmias fatais, diz estudo

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da Efe, em Londres

Uma equipe internacional de cientistas afirma que conseguiu reduzir o risco de arritmias mortais após um ataque ao coração, em ratos que receberam células geneticamente modificadas.

Segundo os pesquisadores, a descoberta pode oferecer uma via para prevenir a taquicardia ventricular (VT, em inglês), um transtorno do batimento cardíaco que causa a maior parte das mortes súbitas em pacientes que sofreram ataques do coração anteriores.

Em artigo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica "Nature", os autores comunicam os resultados de dois novos transplantes de células em ratos.

Dirigidos por Bernd K. Fleischmann, da Universidade de Bonn, os cientistas injetaram cardiomiócitos embrionários (um tipo de célula do coração geneticamente modificada) que conseguiram reduzir o risco de VT.

Os resultados demonstraram o potencial dos cardiomiócitos de células-tronco embrionárias para proteger o coração contra uma arritmia ventricular, graças à capacidade de evitar o desacoplamento elétrico intercelular.

Proteína

Em uma segunda linha de pesquisa, os cientistas deduziram que outro fator-chave para proteger o coração da VT é uma proteína chamada conexina-43.

Pesquisas anteriores tentaram melhorar com pouco êxito o funcionamento do coração prejudicado por um ataque, por meio do implante no tecido cardíaco de células da medula óssea ou mioblastos de músculo esquelético (células geradoras de músculos).

Ao modificar geneticamente os mioblastos de músculo esquelético --mais fáceis de obter-- para expressar as propriedades da conexina-43, os cientistas descobriram que estas células modificadas alcançam uma proteção contra a VT similar à dos cardiomiócitos embrionários.

A segunda descoberta, segundo os pesquisadores, poderia evitar o uso de células extraídas de embriões para prevenir as arritmias posteriores a um infarto.

 

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