Ciência
07/12/2007 - 08h20

OMS lança campanha para produzir remédios sob medida para crianças

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da Efe, em Genebra

Garantir às crianças um maior acesso a remédios adaptados a suas necessidades é o objetivo de um novo programa de pesquisa e desenvolvimento lançado na quinta-feira (6) pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para reduzir a mortalidade infantil.

Aproximadamente 10 milhões de crianças morrem antes de completar 5 anos, entre as quais 6 milhões devido a infecções que poderiam ser tratadas se houvesse remédios eficazes para elas, de fácil acesso e a um preço acessível.

"A falta de remédios adaptados às crianças afeta tanto os países ricos como os pobres", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

Segundo a OMS, mais da metade das crianças que vivem em sociedades industrializadas tomam remédios de adultos por não existir medicamentos adequados para elas.

Nos países em desenvolvimento, o problema é agravado pelo difícil acesso aos remédios em geral.

Necessidade

O programa lançado ontem pela OMS, Make Medicines Child Size (Faça Remédios Sob Medida para as Crianças, em tradução livre), foca a necessidade de desenvolver melhor os medicamentos pediátricos, inclusive antibióticos, antiasmáticos e analgésicos.

No mesmo evento, a OMS publicou uma lista de 206 remédios essenciais para as crianças que servirá como orientação aos países, principalmente no combate à Aids, à malária, à tuberculose, à pneumonia e à diarréia, doenças responsáveis por 50% das mortes de crianças com menos de 5 anos.

Específicos

As crianças não metabolizam os componentes dos remédios como os adultos e, por isso, requerem fórmulas médicas diferentes.

Ainda há diferenças entre as próprias crianças, dependendo da idade, do peso e da condição geral de saúde.

Outra característica dos remédios pediátricos é que eles devem ter um sabor agradável, já que as crianças pequenas têm problemas para engolir comprimidos grandes, mas aceitam tomar soluções orais e xaropes.

Um dos problemas enfrentados pelos pesquisadores são os efeitos colaterais que podem ser causados nas crianças devido à pouca quantidade dos testes realizados com essa faixa etária.

Se a ética exige o consentimento da pessoa para o teste, é difícil obtê-lo de uma criança.

Essa ausência de testes clínicos leva a lacunas sobre a qualidade e a inocuidade dos medicamentos pediátricos, o que desanima os laboratórios a pesquisar e produzir remédios para as crianças.

 

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