Ciência
07/12/2007 - 08h00

Células-tronco derivadas da pele curam anemia em ratos

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da France Presse, em Washington

Pesquisadores americanos conseguiram curar ratos com drepanocitose graças a células-tronco produzidas a partir de células da pele reprogramadas, revela um estudo publicado pela revista "Science" nesta sexta-feira (7).

Jacob Hannah e sua equipe do Instituto Whitehead para Pesquisa Biomédica, de Cambridge, nos Estados Unidos, utilizaram células reprogramadas para atuarem de forma próxima ao estado embrionário.

Essas células, também chamadas de células-tronco induzidas, foram reintroduzidas no sangue de ratos com drepanocitose (desordem genética do sangue que afecta a hemoglobina).

As células reprogramadas geraram células sanguíneas saudáveis e os sintomas da doença diminuíram significativamente, assinalaram os cientistas.

Evolução

Esta nova técnica poderá permitir aos médicos criar células-tronco com um código genético específico de um paciente, eliminando os riscos de rejeição, e fazer avançar rapidamente as pesquisas para o tratamento do câncer, Alzheimer, Parkinson, diabetes e artrite, entre outras doenças.

Isso porque os pesquisadores terão muito mais acesso às células-tronco.

As células-tronco são vistas como uma possível solução para várias doenças por que permitem o desenvolvimento de quase 220 tipos de células do corpo humano.

Mas o acesso às células-tronco nos Estados Unidos --inclusive para pesquisa-- tem sido limitado por questões éticas em torno do uso de embriões humanos e clonagem humana.

As células-tronco derivadas de embriões também apresentam risco de rejeição por parte dos pacientes.

 

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