Células-tronco derivadas da pele curam anemia em ratos
da France Presse, em Washington
Pesquisadores americanos conseguiram curar ratos com drepanocitose graças a células-tronco produzidas a partir de células da pele reprogramadas, revela um estudo publicado pela revista "Science" nesta sexta-feira (7).
Jacob Hannah e sua equipe do Instituto Whitehead para Pesquisa Biomédica, de Cambridge, nos Estados Unidos, utilizaram células reprogramadas para atuarem de forma próxima ao estado embrionário.
Essas células, também chamadas de células-tronco induzidas, foram reintroduzidas no sangue de ratos com drepanocitose (desordem genética do sangue que afecta a hemoglobina).
As células reprogramadas geraram células sanguíneas saudáveis e os sintomas da doença diminuíram significativamente, assinalaram os cientistas.
Evolução
Esta nova técnica poderá permitir aos médicos criar células-tronco com um código genético específico de um paciente, eliminando os riscos de rejeição, e fazer avançar rapidamente as pesquisas para o tratamento do câncer, Alzheimer, Parkinson, diabetes e artrite, entre outras doenças.
Isso porque os pesquisadores terão muito mais acesso às células-tronco.
As células-tronco são vistas como uma possível solução para várias doenças por que permitem o desenvolvimento de quase 220 tipos de células do corpo humano.
Mas o acesso às células-tronco nos Estados Unidos --inclusive para pesquisa-- tem sido limitado por questões éticas em torno do uso de embriões humanos e clonagem humana.
As células-tronco derivadas de embriões também apresentam risco de rejeição por parte dos pacientes.
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