Nobel de Física diz que lei deve controlar perigos da ciência
da Efe, em Estocolmo
O prêmio Nobel de Física 2007, o cientista francês Albert Fert, disse na sexta-feira (7), na Real Academia de Ciências Sueca, que "cada progresso tem seus riscos, mas isso deve ser tratado pela lei".
Albert Fert e o alemão Peter Grünberg, que dividem este ano o Nobel de Física por suas descobertas sobre o gerador magneto-resistência gigante, ofereceram ontem uma entrevista coletiva em Estocolmo, três dias antes de receber o prêmio, e falaram das aplicações práticas de suas conquistas científicas.
A GMR (siglas de seu descobrimento na comunidade científica) altera a resistência elétrica de um condutor quando este é submetido a um campo magnético, e aumenta em 50 vezes a capacidade de armazenamento em discos rígidos de computadores, aparelhos musicais, aplicações eletrônicas ou câmaras de vídeo.
Fert apontou que este "aumento da densidade da informação" afeta as aplicações atuais, como os computadores, as câmaras ou o iPod, mas também "a longo prazo terá uma nova ciência que será aplicada às telecomunicações, como a emissão de rádio, ou a um novo tipo de memória para os computadores".
Mas apesar das conseqüências positivas, Fert afirmou que há um risco muito evidente: "A liberdade dos cidadãos".
"O Estado poderá recopilar muitos dados sobre os cidadãos, o que em determinados países pode ser perigoso", e isso requer "um controle por parte das autoridades", disse o cientista francês.
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