Ciência
10/12/2007 - 08h31

Nasa adia lançamento de Atlantis para 2008

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da France Presse, em Cabo Canaveral (EUA)

A Nasa, agência espacial americana, desistiu neste domingo (9) de lançar o ônibus espacial Atlantis para a ISS (Estação Espacial Internacional) em dezembro, devido a um defeito recorrente no ponteiro do tanque de combustível externo da nave, e fará uma nova tentativa em janeiro.

"Os responsáveis da missão decidiram renunciar ao lançamento do Atlantis em dezembro e farão uma nova tentativa em 2 de janeiro", indicou Allard Beutel, o porta-voz do Centro espacial Kennedy.

A Nasa adiou quatro vezes o lançamento do Atlantis por causa do problema, ainda sem explicação, no sensor do reservatório de combustível externo.

A Atlantis, que conta com uma equipe de sete astronautas, deve levar o laboratório europeu Columbus à Estação Espacial Internacional (ISS), o que representa um grande passo para a Europa no espaço.

Foi um defeito nos sensores do reservatório externo da nave espacial, no momento da decolagem, que obrigou a Nasa a adiar o lançamento quatro desde quinta-feira.

Neste domingo, somente o sensor número 3 não funcionou, mas o defeito é parecido com o de quinta-feira, segundo Doug Lyons, diretor do lançamento.

Estes sensores acusam, pelo computador de bordo, quando o tanque, de capacidade para dois milhões de litros de combustível, esta quase vazio, desligando automaticamente os motores da nave ao fim da subida de 8,5 minutos para atingir a órbita terrestre. Se estes motores continuarem ligados sem combustível, eles explodem.

De acordo com as novas regras reforçadas de segurança adotadas na sexta-feira, todos os sensores do tanque devem funcionar para um lançamento, contra três sensores de antes. Os quatro circuitos do novo sistema de instrumentação, que medem a voltagem destes sensores, também devem funcionar perfeitamente.

Os recursos deste novo sistema 'minimiza o risco de falha no momento do lançamento e também durante a subida', indicou sábado LeRoy Cain, um dos responsáveis do MMT.

"Chegamos à conclusão de que tínhamos um sistema suspeito", disse esta semana Wayne Hale, declarando-se ainda "extremamente frustrado" com este defeito recorrente desde março de 2005 "que nós acreditávamos que tínhamos resolvido".

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