Misteriosa nuvem na Via Láctea ajuda a esclarecer origem da antimatéria
da Efe, em Paris
O observatório Integral de raios gama da ESA (Agência Espacial Européia) permitiu aos cientistas avançar na busca da origem da antimatéria ao detectar a forma de uma misteriosa nuvem em regiões centrais da Via Láctea.
As observações do aspecto inclinado desta nuvem reduziram as possibilidades de que a antimatéria proceda da aniquilação da matéria escura astronômica, uma teoria defendida até agora por alguns astrônomos, segundo um comunicado divulgado hoje pela ESA.
A chave se encontra no fato de que a nuvem não é completamente esférica, mas um de seus extremos aparece muito mais inclinado que o outro, algo "muito incomum, levando em conta que o gás na região interna está praticamente distribuído de forma equitativa", indicou a Agência.
Igualmente surpreendente é o fato de que a "população de estrelas binárias se encontre fora do centro", o que sugere que estas, conhecidas como LMXB (raios X binários de massa baixa), são "responsáveis pela maioria da antimatéria".
"A relação entre os LMXB e a antimatéria ainda não foi provada, mas é uma hipótese consistente", assinalou o astrônomo Georg Weidenspointner, responsável pelo estudo, que será publicado amanhã pela revista científica "Nature".
Segundo a ESA, a missão do observatório Integral é atualmente a única que pode detectar os LMXB, uma observação com a qual o grupo dirigido por Weidenspointner prosseguirá a fim de dissipar incógnitas acerca da antimatéria.
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