Ciência
16/01/2008 - 09h49

EUA autorizaram venda de alimentos de animais clonados

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da France Presse, em Washington

O FDA (agência norte-americana que regula produtos alimentícios e farmacêuticos) anunciou na terça-feira (15) a aprovação da venda de carne e leite de animais clonados, declarando que é seguro consumir os produtos.

O órgão concluiu que "a carne e o leite proveniente de bois, porcos e cabras (...) são tão seguros para consumo quanto os oriundos de animais de raças convencionais", declarou Randall Lutter, delegado da comissão do FDA para alimentos e drogas, em uma teleconferência.

Ele, no entanto, ressaltou que "ainda não há dados suficientes que permitam concluir que a carne e o leite de ovinos são seguros para o consumo humano".

O FDA publicou simultaneamente três documentos que descrevem a regulamentação a ser adotada sobre os produtos derivados de animais clonados. Entre os procedimentos previstos, há uma avaliação de riscos, um plano de gestão e recomendações para os profissionais.

O subsecretário americano para Programas de Comercialização e Regulamentação Agricultura para o marketing e a regulamentação, Bruce Knight, disse nesta entrevista coletiva que o anúncio do Departamento de Agricultura "traz um incentivo aos pecuaristas que recorram à técnica de clonagem a manterem sua moratória voluntária sobre a comercialização de produtos lácteos ou carnes de animais clonados durante um período de transição". Ele não deu maiores detalhes sobre a duração de tal período.

Futuro

A quantidade de empresas que recorre a esta técnica ainda é muito limitada nos Estados Unidos e serão necessários pelo menos cinco anos antes que os consumidores possam comprar produtos de animais clonados nos supermercados, segundo os especialistas.

Os Estados Unidos contam atualmente com 570 animais clonados, a maior parte bovinos. O custo de uma clonagem pode variar entre US$ 15 mil e 20 mil dólares por animal.

Na semana passada, a Autoridade Européia para a Segurança dos Alimentos concluiu em sua avaliação preliminar que provavelmente não havia diferenças entre os produtos provenientes de animais clonados e de suas crias e os provenientes de gado convencional.

 

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