Crânio humano que pode ter 100 mil anos é encontrado na China
da Efe, em Pequim
Arqueólogos chineses desenterraram os restos de um crânio humano que pode ter 100 mil anos, o que transforma esta descoberta "na mais importante" ocorrida na China desde que foram achados os restos do "Homem de Pequim", no começo do século 20.
A descoberta foi informada pelo diretor da Administração Estatal do Legado Cultural, Shan Jixiang, e publicada hoje pelo jornal "China Daily".
Segundo Shan, este achado "vai jogar luz sobre um período crítico da evolução humana".
A descoberta aconteceu no mês passado em uma jazida situada em Xuchang, na província de Henan (centro), na qual os arqueólogos trabalham há dois anos e meio, apesar de não ter sido anunciada até agora.
Foram encontradas 16 peças de um crânio quase completo que possui supercílios proeminentes e uma pequena frente.
No entanto, segundo ressaltou o diretor do grupo de arqueólogos que trabalha na escavação, Li Zhanyang, "o mais surpreendente é que o crânio ainda conserva uma membrana fossilizada em sua parte interior, o que permitirá que os cientistas estudem o sistema nervoso dos antepassados do Paleolítico".
Os restos encontrados se fossilizaram porque ficaram enterrados a cinco metros de profundidade, perto de um manancial cujas águas contêm altos níveis de cálcio.
Além dos restos do crânio humano, 30 mil fósseis de animais e de artefatos realizados com ossos e pedras foram achados na região nos dois últimos anos.
"Esperamos continuar realizando descobertas de importância na região", concluiu Li.
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