Equipe desenvolve vacina para combater bactéria resistente a antibióticos
da Folha Online
da Efe, em Londres
Cientistas britânicos desenvolveram uma vacina que combate a bactéria Clostridium difficile, que apresentou uma grande resistência aos antibióticos usados até agora para combatê-la e é responsável por problemas intestinais.
Em 2006, pesquisadores do Instituto Sanger, em Cambridge, na Inglaterra, conseguiram decifrar o genoma da bactéria hospitalar.
Segundo informa o jornal "Daily Mail" nesta segunda-feira, a vacina desenvolvida pelo laboratório de biotecnologia Acambis, também de Cambridge, poderia ser usada para tratar pacientes em estado grave e vacinar as pessoas com mais de 65 anos --grupo considerado mais vulnerável.
Da mesma forma que a antitetânica, a vacina não combate diretamente a bactéria, mas neutraliza as toxinas que esta produz e que irritam o revestimento do intestino, causam diarréia e uma infecção do abdômen que pode levar à morte do paciente.
"As toxinas destroem as células. Se imaginarmos que são criminosos perigosos, é como se cortássemos as mãos para que não possam utilizar suas armas contra nós", afirma Michael Watson, vice-presidente executivo da Acambis.
Embora os antibióticos tenham ainda alguma efetividade contra a C. difficile, muitos pacientes têm uma recaída e os ataques sucessivos de diarréia os debilitam cada vez mais.
Os especialistas confiam que, assim como a antitetânica, três ou quatro doses possam proporcionar uma proteção duradoura, com o reforço a cada dez anos.
"A C. difficile custa aos sistemas de saúde europeus 1,4 bilhão de euros ao ano, algo que poderia ser poupado com a nova vacina", afirma Watson.
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