Satélite espião americano pode cair na América do Norte, diz general
da Folha Online
As Forças Armadas já trabalham em um plano de contenção para remover o satélite espião do país que perdeu força e propulsão e deve cair na Terra até março. Especialistas afirmam que o satélite deve atingir a América do Norte.
O general da Força Aérea Gene Renuart afirmou que, por seu tamanho, o satélite pode ter várias partes que não serão queimadas durante a reentrada do módulo na atmosfera terrestre.
"Estamos apreensivos porque ele [o satélite] tem um tamanho substancial", disse Renuart. "Sabemos que há uma mínima porcentagem de que ele possa cair em terra e não na água, como dito anteriormente."
A queda do satélite está gerando preocupações sobre a possibilidade de contaminação da atmosfera no local do impacto. O receio vem aumentando principalmente devido ao segredo que rodeia o programa.
Hoje, uma autoridade militar confirmou que o satélite é registrado sob o nome US 193. Ele foi lançado em dezembro de 2006, mas perdeu grande quantidade de energia e está descontrolado.
Segundo o oficial, que não quis ser identificado, afirmou que o satélite carrega um sofisticado e secreto sensor de imagens, mas que seu computador central falhou logo após seu lançamento.
As agências militares realizam estudos para determinar quais partes podem sobreviver à reentrada, disse Renuart.
No domingo (27), o Pentágono confirmou que o satélite estava a ponto de abandonar sua órbita. "O Departamento de Defesa está seguindo atentamente a situação", informou a tenente-coronel Karem Finn à France Presse.
A oficial se recusou a comentar a suspeita de que o satélite contém substâncias tóxicas.
Os EUA contam com uma rede de satélites espiões no espaço. As características destes aparelhos, que podem custar mais de um bilhão de dólares, constituem segredo de Estado.
Para atender as necessidades militares, os satélites espiões necessitam de uma reserva de energia maior que a dos demais aparelhos que orbitam o planeta. Por isso, alguns especialistas afirmam que eles teriam de ser abastecidos com energia nuclear ou hidrazina, substância química altamente tóxica.
Em janeiro de 1978, um satélite espião soviético (Cosmos 954), movido por um reator nuclear, caiu em uma imensa área desértica no norte do Canadá.
"Muitos satélites saíram de suas órbitas no passado e caíram sem causar danos. Nós planejamos todas as opções disponíveis para mitigar eventuais danos que sua queda possa causar", afirmou no sábado o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe.
Com Associated Press
Leia mais
- Satélite espião deve cair na Terra até março, diz Pentágono
- Satélite espião dos EUA perde força e pode cair na Terra em fevereiro
- Satélite sino-brasileiro de alta definição começa a operar
- Índia lança satélite israelense sob suspeita de espionagem militar
- Marcelo Gleiser discute física, óvnis e o futuro do meio ambiente em livro
Especial

