Ciência
11/02/2008 - 20h28

Brasileiros e chineses descobrem nova espécie de réptil voador pré-histórico

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da Folha Online

Paleontólogos brasileiros e chineses descobriram fósseis de uma minúscula espécie pré-histórica de réptil voador na China, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (11) na revista especializada "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Segundo os pesquisadores, liderados pelo brasileiro Alexander Kellner, o animal viveu há cerca de 120 milhões de anos e era do tamanho de um pássaro, com envergadura inferior a 30 cm.

Rafael Andrade/Folha Imagem
Réplica do esqueleto da nova espécie exposta na sede do Museu Nacional, no Rio
Réplica do esqueleto da nova espécie exposta na sede do Museu Nacional, no Rio

O animal, batizado de Nemicolopterus crypticus, não possuía dentes e tinha características anatômicas únicas, como garras curvas que serviam para que se segurasse nos galhos das árvores.

A equipe de pesquisadores, que descobriu os restos fossilizados na província de Liaoning, suspeita que o réptil viveu nos antigos bosques chineses e se alimentava de insetos.

Segundo Kellner, que é professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), estes seres devem ter sido extintos há 65 milhões de anos. "A descoberta abre um novo capítulo na história evolutiva dos pterossauros", afirma.

A nova espécie pertence a um ramo da família dos répteis que se caracteriza por pterossauros maiores e que se alimentavam de peixes.

Os pterossauros pertencentes a esta família --Dsungaripteroidea--, ou os que estão proximamente relacionados, têm envergaduras de um metro. Em alguns casos, chegavam a medir seis metros da ponta de uma asa a outra.

Não está claro ainda se este ramo da família continha outro tipo primitivo de habitantes do bosque, ou se o N. crypticus era apenas uma anomalia.

"Ele pode ter morrido e pronto", disse Kellner. "Ou pode ter existido toda uma história dos pterossauros que viveram nas copas das árvores, não só na China mas também em outras partes do mundo", explicou o professor da UFRJ.

Com France Presse

 

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