Novo avanço na utilização das células-tronco elimina risco de induzir tumor
da France Presse, em Chicago
Pesquisadores japoneses anunciaram ter encontrado uma forma de reprogramar células-tronco sem que elas provoquem tumores, algo que representa um avanço na utilização das células-tronco para fins terapêuticos.
Recentemente, dois grupos de cientistas descobriram como transformar células da pele humana em células-tronco pluripotentes induzidas, que apresentavam exatamente as mesmas propriedades que as células-tronco embrionárias.
Porém, o método utilizado pelos pesquisadores para transformar as células de pele em células-tronco pluripotente podiam provocar tumores e alterações genéticas, o que lhes tornavam impróprios para uso clínico.
Uma destas equipes, no entanto, conseguiu reprogramar estas células sem provocar tumores e sem risco de mudanças genéticas.
Eles utilizaram um retrovírus para injetar quatro genes nas células do fígado e da parede do estômago de ratos adultos. Estes ratos não desenvolveram tumores nos primeiros seis meses, segundo os resultados do estudo publicado na "Sciente Express", versão on-line da revista "Science".
Os cientistas conseguiram mostrar que o retrovírus não precisou se alojar no genoma da célula adulta em locais específicos, o que ajudou os pesquisadores a evitarem que ele se alojasse em locais suscetíveis de provocar tumores.
Mesmo que os resultados sejam promissores, ainda há muito o que fazer, afirmou o professor Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, principal autor da descoberta.
"Ainda serão necessários anos de pesquisa antes que nós sejamos capazes de utilizar as células pluripotentes induzidas para tratar os pacientes", advertiu o pesquisador.
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