Astrônomos apontam indícios de nono planeta no Sistema Solar
da France Presse, em Tóquio
Cientistas de uma universidade japonesa declararam nesta quinta-feira (28) que estão convencidos de que existe um nono planeta, até agora desconhecido, que gravita nos confins do nosso Sistema Solar e que algum dia será descoberto, caso os astrônomos tenham os meios necessários.
Os pesquisadores da Universidade de Kobe, no oeste do Japão, baseiam suas afirmações em simulações de computador.
| Fernando D'Andrea/Southlogic Studios |
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| Concepção artística do que seria o "Planeta X", apontado por pesquisadores japoneses como o nono do Sistema Solar |
"Existe uma elevada probabilidade de que um planeta, do qual ignoramos a existência, com uma massa [equivalente] de 30% a 70% da Terra, na fronteira de nosso Sistema Solar", explicaram os cientistas em um comunicado.
"Se forem realizadas investigações em grande escala, este misterioso planeta será o 'Planeta X', sem dúvida, descoberto daqui uns dez anos, no máximo", dizem eles.
"Devido à temperatura muito baixa, sua superfície pode estar coberta de gelo, amônia congelada e metano", explicou o professor Tadashi Mukai.
Os estudos da equipe da Universidade de Kobe, coordenados pelo cientista brasileiro Patryk Sofia Lykawka e o professor Mukai, serão publicados em abril no "Astronomical Journal".
Substituição
Esta hipótese sobre a existência de um denominado "Planeta X" acontece depois que a comunidade científica decidiu, em 2006, excluir Plutão da lista de planetas de nosso Sistema Solar.
Plutão, corpo celeste descoberto em 1930 pelo astrônomo americano Clyde Tombaugh, foi rebaixado à categoria de "planeta anão", pois já não corresponde à nova definição, mais restritiva, que em 2006 foi adotada pela União Astronômica Internacional.
Desde aquela decisão, os oito planetas reconhecidos pela comunidade científica são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
A equipe de Kobe destacou que mais de 1.100 corpos celestes foram encontrados no cinturao de Kuiper desde meados dos anos 90.
"Mas seria a primeira vez que se descobre um corpo celeste desse tamanho, que é maior que Plutão", concluiu Mukai.
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