Procurador diz que argumentos contra células-tronco são científicos e não-religiosos
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Opositor da pesquisa com células-tronco embrionárias, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse hoje que não se baseia em "considerações religiosas, mas em pressupostos jurídicos". A afirmação foi reiterada pelo advogado da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Ives Gandra Martins durante o julgamento da ação que pede a inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança.
"A ciência é uma das grandes preocupações da igreja. Vamos discutir apenas ciência e direito, nada mais", declarou Martins. Souza, que falou por cerca de 15 minutos pela inconstitucionalidade da lei, defendeu que a vida começa desde a concepção e que as pesquisas com células embrionárias ferem o direito constitucional à vida.
"Há consistente convicção científica de que a vida humana acontece a partir da fecundação e o artigo 5º da Constituição garante a inviolabilidade da vida humana", reiterou.
Ele rebateu o argumento de que a declaração de inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança impediria o desenvolvimento das pesquisas na área.
"O reconhecimento da inconstitucionalidade somente obsta a obtenção de células-tronco diretamente de embriões, mas não impede (a retirada) do liquido amniótico, nem da placenta, nem das adultas", afirmou.
Além da CNBB, se pronunciarão durante o julgamento entidades favoráveis às pesquisas, como a Conectas Direitos Humanos, Centro de Direitos Humanos (CDH), Movimento em Prol da Vida (Movitae) e o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), que terão juntamente 30 minutos.
Após a sustentação oral das entidades, o relator do processo, Carlos Ayre Brito, fará a leitura de seu voto, o que deverá levar cerca de uma hora e meia.
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Especial


O grupo de Micha Drukker já havia demonstrado que células-tronco embrionárias humanas são capazes de expressar altos níveis de proteínas MHC-I (antígenos HLA classe I) e que podem então ser rejeitadas após o transplante [PNAS, 99(15):9864-9, 2002].
Creio que, como professora de Imunologia, tenho que me manifestar para evitar a propagação de conhecimento inadequado que pode redundar na elaboração errônea de estratégias para terapia. Cabe lembrar que as abordagens propostas por vários grupos de cientistas para vencer a barreira alogênica, que consistem na criação de 'banco' de células embrionárias congeladas, previamente tipadas para HLA, e no desenvolvimento de clonagem terapêutica, não possuem amparo legal em nosso país. Fora isto, resta a utilização de células-tronco adultas, reprogramadas ou não, obtidas do próprio paciente (células autólogas). Em relação ao artigo citado no NYT sobre a recusa ao teste de células embrionárias humanas em pacientes por parte de Steven Bauer (Chefe da 'FDA Cell and Tissue Therapy Branch'), achei plausível sua cautela diante de uma solicitação de enorme peso: 21.000 páginas!
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Agradeço suas palavras. É importante estarmos alertas. Veja só: foi anunciado no último dia 12, por uma importante empresa de biotecnologia sediada na Califórnia, a obtenção de células-tronco embrionárias humanas com finalidade terapêutica capazes de evadir o ataque direto do sistema imune humano, sendo sugerido, no mesmo trabalho, que 'o emprego de linhagens de células-tronco embrionárias humanas específicas do paciente para prevenir rejeição imunológica pode não ser necessário'. O potencial de evasão imune das células apresentadas pela empresa foi atribuído à ausência de expressão de antígenos HLA classe II e de outros marcadores de superfície celular envolvidos na ativação de linfócitos T. Entretanto, relatam que estas células exibem expressão normal de antígenos HLA classe I, justamente as moléculas que levam à sua destruição (rejeição) por células NK da imunidade inata e/ou por células T CD8+ (linfócitos T citotóxicos) da imunidade adquirida. Percebeu a 'contradição'? CONTINUA
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prezado T.Morimoto assim que conseguirmos superar a (barreira alogenica) barreira imunológica intransponível gostaria que o amigo estudasse qual o tipo de massa existe dentro do crânio dos seguidores desta pessoa,mas como um bom amigo que sou, recomendo o uso de mascara protetora( máx anti odor ) e quem sabe com o avanço das pesquisas com células-tronco embrionárias não consigamos converter essa massa para (massa cefálica).
recomendo a ser estudado principalmente o pastor andre messias malafaias e sr josé barata barata barata
que por falta de argumentos consistentes levam o debate para o lado pessoal atacando os que são contrários as idéias dos referidos "AMIGOS"
UM GRANDE ABRAÇO Valdir timóteo
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