Premiê britânico enfrenta protestos de ministros por lei sobre embriões
da Folha Online
da Efe, em Londres
O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, enfrenta uma rebelião dos membros católicos de seu governo em torno do projeto de lei sobre pesquisas embrionárias e fertilidade, informa nesta sexta-feira o jornal "Daily Telegraph".
O governo trabalhista pediu a seus deputados disciplina de voto no tema e os ministros do governo estão normalmente sujeitos à responsabilidade coletiva na hora de votar um projeto de lei governamental.
No entanto, segundo o jornal, três ministros católicos, Des Browne (Defesa), Ruth Kelly (Transportes), e Paul Murphy (ministro para Gales), ameaçam não aceitar a decisão.
O projeto de lei, que será submetido à votação no Parlamento nos próximos dois meses, autorizará a criação, para fins de pesquisa, de embriões híbridos por meio de injeção de células ou DNA de animais em embriões humanos ou de células humanas em óvulos de animais.
A proposta permitirá também que casais de mulheres homossexuais que tenham contraído união civil se tornem pais legais de uma criança. Com isso, as clínicas especializadas não precisarão exigir que haja um pai antes de oferecer um tratamento de fecundação in vitro.
O primeiro-ministro e o secretário de Saúde, Alan Johnson, afirmam que a lei é vital para a pesquisa de novos tratamentos que permitam curar doenças como a fibrose cística ou doenças relacionadas aos neurônios.
A Igreja Católica se opõe, no entanto, à criação de embriões híbridos.
Brown chegou a cogitar a possibilidade de deixar liberdade de voto a seus correligionários em alguns aspectos específicos, mas isso teria enfurecido alguns deputados que votaram lealmente com o governo em outros temas, apesar de não concordarem.
As objeções de três de seus ministros obrigou o líder trabalhista a buscar uma solução, diz o jornal.
Uma opção que está sendo considerada é a de permitir aos deputados se abster no dia da votação, mas isto não satisfaz os parlamentares católicos mais devotos, que querem votar contra ou propor emendas.
Brasil
Na quarta-feira (5), o STF (Supremo Tribunal Federal) adiou a decisão sobre o futuro das pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil.
Um pedido de vista do processo feito pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito suspendeu temporariamente o julgamento da ação de inconstitucionalidade contra a Lei de Biossegurança, que autoriza as pesquisas.
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