Ciência
25/03/2008 - 11h48

Efeitos do ecstasy são mais intensos em mulheres, diz pesquisa

da Ansa, em Sydney

Mulheres que consomem ecstasy obtêm maior efeito eufórico em relação aos homens, mas também apresentam efeitos negativos mais severos nos dias seguintes ao uso da droga, além de correrem maior risco de entrar em coma.

Esse é o resultado da análise de 29 estudos realizados em diversos países, publicada pela revista "Neuroscience and Biobehavioural Reviews" e apresentada durante o Congresso Internacional sobre a Saúde Mental de Mulheres, que está ocorrendo na Austrália.

A pesquisa foi apresentada por Kelly Allott, do Centro de Estudos Psiquiátricos da Universidade de Melbourne. "O que pudemos concluir com todas as evidências é que para as mulheres a euforia da droga é maior e mais intensa, mas os efeitos colaterais nos dias seguintes parecem ser também muito mais intensos", disse.

Alguns estudos biológicos concluíram que as mulheres sofrem mais efeitos negativos do uso do ecstasy a longo prazo.

Ainda não está claro qual é o causador das diferentes reações. Segundo Kelly, existem diversas teorias.

"É possível que o hormônio sexual feminino estrogênio aumente a sensibilidade aos efeitos de substâncias, como a 3,4 metilenodioximetanfetamina (MDMA), a substância base do ecstasy, que age no sistema [de produção] da serotonina, que tem efeito sobre o humor", disse a pesquisadora.

As diferentes reações à droga podem também depender de características da estrutura cerebral ou do modo como homens e mulheres metabolizam a droga no organismo.

 

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