Grupo vai "abraçar" o STF para pedir liberação de pesquisas com células-tronco
da Folha Online
Entidades que apóiam as pesquisas com células-tronco embrionárias prometem fazer um "abraço simbólico" no prédio do STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília, para pedir a liberação desses testes. O protesto, marcado para o próximo sábado (5), é capitaneado pela ONG Movimento em Prol da Vida.
A manifestação está marcada para às 10h30, em frente ao STF. No mesmo dia, devem ocorrer protestos também em São Paulo e no Rio. O objetivo é fazer com que o STF defina logo qual o futuro das pesquisas com célula-tronco no Brasil.
No dia 5 de março, o Tribunal adiou essa decisão: um pedido de vista do processo feito pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito suspendeu temporariamente o julgamento.
Segundo a ONG, a data do protesto foi escolhida por marcar o período de um mês desde o adiamento da decisão. A organização espera reunir cerca de 200 pessoas, entre portadores de doenças neurodegenerativas e seus amigos e familiares, representantes de entidades que apóiam a causa, atletas com necessidades especiais e motociclistas.
Eles estarão "de mãos dadas pedindo 'sim às pesquisas e não à protelação", diz o grupo, em nota. "As pesquisas com células-tronco embrionárias significam esperança de cura e melhoria de vida para milhares de pessoas", afirma.
No Rio, a manifestação começa às 9h, na calçada do Copacabana Palace, na avenida Atlântida. Pessoas que apóiam a causa vão distribuir material sobre o assunto no local. Em São Paulo, haverá uma caminhada para pedir a liberação das pesquisas. A concentração começa às 13h, em frente ao Teatro Municipal, no centro.
O julgamento interrompido diz respeito à ação que pede a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança. O artigo permite a utilização em pesquisas de células-tronco embrionárias fertilizadas in vitro e não utilizadas.
A regulamentação prevê que os embriões usados estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.
A ação foi proposta em 2005 pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que defende que o embrião pode ser considerado vida humana.
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